A Polícia Civil de Maringá concluiu que não houve omissão de socorro no caso da morte da estudante Flávia Aparecida Schiavon, 13 anos, que sofreu um acidente na escola onde estudava e morreu depois de passar por três unidades de saúde do município. O delegado Luis Norberto Canhoto, que fez as investigações, entregou a conclusão do inquérito na 2ª Vara Criminal.
Ele informa no inquérito que já solicitou um parecer do Conselho Regional de Medicina, para saber se existiu falha no atendimento prestado a Flávia. Segundo Canhoto, apenas um profissional da área médica pode diagnosticar com precisão se houve falha. O laudo da polícia será antes analisado pelo promotor Edson Cemensati, que dará um parecer a ser analisado pela Justiça.
A estudante Flávia Schiavon morreu no dia 12 de maio. Ela estava com uma caneta na boca quando foi atingida por uma bola, durante uma aula de Educação Física. Flávia foi levada por professores para o posto de saúde do Mandacaru, que enviou a menina para o Pronto Atendimento da Zona Sul, onde ela permaneceu cerca de sete horas. No início da noite, a estudante foi transferida para o Núcleo Integrado de Saúde 24 horas, na Zona Norte, onde morreu. Laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou traumatismo craniano como causa da morte.

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