O relatório apontando o alimento responsável pela intoxicação de vários funcionários do Carrefour deve ser concluído hoje pelo Departamento de Epidemiologia da Vigilância Sanitária. O resultado será obtido através de análise estatística que vai apontar o maior suspeito dos alimentos. Ontem, 4 funcionários do hipermercado continuavam internados no Hospital Londrina, que atendeu mais de 30 deles desde a noite de sexta-feira.
A técnica utilizada pelo Departmaneto de Epidemiologia foi a denominada taxa de ataque, porque os técnicos da Vigilância não encontraram alimentos na cozinha para análises laboratoriais. A vistoria pelos técnicos começou na segunda-feira. A chefe da divisão de ação sobre o meio, da Vigilância Sanitária, médica veterinária Luciana Bolonhezi, alega que a notificação foi feita ‘‘muito tarde’’. Segundo ela, a comunicação pelo hospital Londrina só ocorreu no sábado à noite.
Luciana explica que a taxa de ataque é feita através de informações coletadas junto a funcionários. Cerca de 140 foram entrevistados para a estatística. O hipermercado tem mais de 500 funcionários. Segundo Luciana, informações da nutricionista do Carrefour revelam que parte dos alimentos, que poderiam ter causado o problema, não é feita no local.

Diretor nega que
funcionários tenham
sido impedidos
de ir ao hospital


A manipulação dos alimentos também não pôde ser analisada porque o Carrefour estava fechado na segunda-feira, devido a uma compensação de trabalho. A médica veterinária diz que analisar a manipulação agora não revelaria a real situação do dia em que os alimentos foram preparados. ‘‘As instalações são boas, não foi encontrado nada de risco na cozinha’’, afirma Luciana. A Vigilância aguarda ainda o resultado da análise da água coletada no Carrefour. Os exames estão sendo realizados pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), em Curitiba.
O diretor do Carrefour, César Walmor, aguarda o resultado da análise. ‘‘Sem a conclusão dos exames não posso afirmar nada’’. Retornando de férias ontem, ele diz que a situação no hipermercado já voltou ao normal com todos os funcionários trabalhando.
Quanto à acusação de funcionários de que a gerência os teria impedido de ir ao hospital no sábado, obrigando-os a trabalhar doentes, Walmor responde: ‘‘Se fizesse isso estaria ferindo a Constituição quanto ao direito de ir e vir’’. ‘‘Nossa primeira preocupação é com o social, tanto que temos dois médicos à disposição na loja’’.

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