Curitiba

Kraw PenasMoradores se queixam de que os aviões passam muito perto das casasO prefeito Cássio Taniguchi vai exigir o cancelamento do vôos comerciais no Aeroporto Bacacheri se ficar provado que há risco à população dos bairros vizinhos. Segundo o prefeito, se o laudo da Infraero mostrar que há perigo de as residências próximas ao Bacacheri serem atingidas pelos aviões, a própria Infraero terá que transferir os vôos para o Aeroporto Afonso Pena. A Infraero tem até o dia 27 de agosto para apresentar uma análise operacional e de obstáculos aos vôos do Bacacheri.
‘‘Nossa preocupação será com a segurança dos moradores da vizinhança’’, disse o prefeito. Ele pediu à Infraero um estudo sobre as condições de segurança do Bacacheri depois que foi reaberta a discussão sobre a localização de aeroportos em áreas urbanas, em consequência dos últimos acidentes aéreos ocorridos no País.
A comissão jurídica do Movimento de Moradores da Região Circunvizinha ao Aeroporto Bacacheri garante que os aviões passam muito perto das residências e que duas pistas têm problemas de aproximação. Em contrapartida, a Infraero do Bacacheri reúne documentos provando que todas as normas de segurança determinadas pelo Ministério da Aeronáutica estão sendo cumpridas à risca.
‘‘Para chegar a uma das pistas as aeronaves têm que desviar do prédio do Moinho Curitibano e em outra pista existe um sério problema de ventos em cauda, o que dificulta na hora de os aviões arremeterem’’, afirma o advogado José Francisco Machado de Oliveira, morador da região.
Os moradores pedem que as instalações do aeroporto voltem a ser utilizadas como há dois anos, quando funcionava no local apenas o Aeroclube do Paraná. Representando cerca de 75 mil pessoas em nove bairros, o movimento justifica que ‘‘por uma questão de comodidade, grandes empresários conseguiram autorização para operarem vôos comerciais no Bacacheri’’, disse Oliveira.
De acordo com o superintendente da Infraero do Aeroporto Bacacheri, Gildo Mávilo Gassner, existe uma determinação do Ministério da Aeronáutica sobre rampas de segurança nas cabeceiras e laterais das pistas. ‘‘As construções consideradas obstáculo foram protegidas com recuo de 82 metros de pista e consequente aumento da área de segurança’’, explicou.
Quatro empresas aéreas operam no aeroporto: TAM/Helisul, Pantanal, Passaredo e Presidente. Por mês acontecem 2.200 pousos e decolagens. Antes dos vôos comerciais, o aeroporto fazia em média 400 operações mensais.

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