O Instituto de Criminalística concluiu ontem o laudo do local do atropelamento da professora Cleusa Correia, 48 anos, atingida por uma viatura do Pelotão de Choque da Polícia Militar (5ºBPM), por volta das 7h30 do dia 14 de abril, quando tentava atravessar a BR-369, em Cambé (12 km a Oeste de Londrina).
Segundo o perito do Instituto de Criminalística, Luiz Noboru, o laudo foi elaborado a partir da análise da posição inicial e final do veículo, além dos amassados do carro provocadas pelo atropelamento. Diante desses dados a perícia definiu que a velocidade do carro no momento do acidente deveria ser de 93 km por hora. No trecho em que ocorreu o atropelamento a velocidade máxima permitida é de 70 km/h. Já no dia do acidente testemunhas afirmaram que o carro se deslocava em alta velocidade.
A partir das evidências, a perícia conclui que Cleusa foi conduzida no capô do carro por 70 metros. Nos últimos sete metros ela acabou sendo arrastada pelo veículo, relata o perito da criminalística. Com o impacto do atropelamento a frente da viatura ficou destruída.
Luiz Noboru mencionou ainda que o local do acidente não foi isolado até a chegada dos peritos. Vários curiosos e viaturas da PM teriam passado pelo local antes do trabalho ser feito, disse.
A PM não divulgou o nome do soldado que se dirigia sozinho para Londrina. Ontem, a assessoria de imprensa do 5ºBPM divulgou apenas que o soldado estava no período de troca de turno, sem mencionar qual o ponto de origem do policial. O delegado responsável pelo caso em Cambé não foi encontrado para informar sobre o inquérito.

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