Latinhas de
alumínio são
peças valiosas
Grandes empresas do País já despertaram para as vantagens da reciclagem de materiais e também se preparam para a tendência de leis cada vez mais rígidas no que diz respeito aos problemas ambientais.
Uma das experiências mais bem-sucedidas com reciclagem é a de latinhas de alumínio. Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (Abal), o Brasil tem o terceiro maior índice do mundo: 64%, atrás do Japão (68%) e dos Estados Unidos (66%), onde os próprios supermercados mantêm máquinas que recolhem as embalagens recicláveis diretamente das mãos do consumidor e devolvem o dinheiro referente a cada uma delas.
Não é para menos. O alumínio, de acordo com informações da entidade Compromisso Empresarial para Reciclagem (Cempre), é o material que tem o mais alto valor entre os recicláveis. Vale 26 vezes mais que o vidro, 18 vezes a lata de aço, 9 vezes o papel e o papelão e 7 vezes mais que o plástico. Como qualquer metal, o alumínio pode ser reciclado infinitas vezes sem perder nenhuma característica.
Desde 1996 a Coca-cola, em parceria com a Reynolds Latasa – fabricante das latinhas de alumínio – e Transportadora Ouro Verde, de Curitiba, desenvolve dois projetos de reciclagem de latas junto à comunidade: o Praia Limpa, realizado nas praias paranaenses durante o verão, e o Projeto Escola, que vem sendo desenvolvido em quatro municípios: Curitiba, Maringá, Araçatuba e São José do Rio Preto, os dois últimos no interior de São Paulo.
São 1.850 entidades – entre escolas, igrejas e associações sem fins lucrativos – ligadas ao Projeto Escola. As entidades recolhem e repassam o material para a indústria, que recicla e devolve o valor correspondente na forma de equipamentos, como computadores, televisores, ventiladores e retroprojetores.
Segundo Daniele Semmer, gerente de qualidade e meio ambiente da Spaipa Indústria Brasileira de Bebidas (fabricante da Coca-cola no Paraná), o Projeto Escola já reciclou 62 milhões de latinhas e repassou R$ 620 mil em equipamentos.
Ela explica que este tipo de trabalho não diminui o custo de produção para a Coca-cola, já que todo o valor referente ao alumínio volta para as entidades. ‘‘Para a empresa significa custo, e não economia, O retorno é para a comunidade.’’
A Coca-cola é uma das empresas que integram o Cempre, ao lado da Brahma, Danone, Enterpa, Gessy Lever, Mercedes-Benz, Nestlé, Paraibuna Papéis, Procter & Gamble, Souza Cruz, Suzano, Tetra Pak e Vega Engenharia Ambiental. (S. L.)

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