Abandonar o cigarro depois de longos anos de vício é tarefa difícil que exige muito esforço físico e mental. Nos últimos cinco anos, curitibanos vêm optando pelo tratamento de laser acupuntura e conseguiram parar de fumar. A técnica é desenvolvida em Curitiba pela laserterapeuta Maria José Rodrigues, da Action Laser, e tem apontado resultados em 75% dos casos já na primeira aplicação. O laser atinge os pontos de acupuntura para neutralizar as células dependentes da nicotina, explica ela.
Segundo Maria José, o ponto do vício é estimulado pelo laser. ‘‘Uma corrente elétrica chega, então até o cérebro, o que provoca uma descarga e neutraliza as células dependentes da nicotina’’.
Depois que as células dependentes são atingidas, a pessoa perde a vontade de fumar. O próximo passo, destaca Maria José, é a quebra do hábito de fumar. Para isso, o paciente tem de ingerir bastante líquido (principalmente suco de frutas cítricas), fazer exercícios físicos pelo menos três vezes por semana e tomar vitamina C.
O objetivo da vitamina é acelerar a desintoxicação do organismo. ‘‘A pastilha não elimina o prazer provocado pelo cigarro’’, explica a terapeuta.
O tratamento com laser dura em média 90 dias. O fumante é submetido a uma aplicação que dura cerca de 40 minutos. As aplicações são feitas na aurícula, face, cabeça, tórax e braço.
Se o paciente é de Curitiba, Maria José costuma fazer outra sessão de laser 72 horas depois da primeira aplicação. O tratamento não tem efeitos colaterais. Depois da primeira aplicação, alguns pacientes sofrem da chamada síndrome da abstinência. Neste caso, os sintomas são variados - de ansiedade à perda de sono.
Maria José ressalta que apesar da técnica, o requisito básico para o fumante deixar o vício é a força de vontade. ‘‘A pessoa tem de querer parar’’. Cumprido este pré-requisito, o paciente precisa seguir metodicamente o tratamento e reorganizar a rotina, aconselha.
A laser acupuntura não é indicada para gestantes ou pacientes que fazem tratamento radioquimioterápico. ‘‘A frequência do laser pode interferir no marcapasso e o paciente em tratamento quimioterápico está com o organismo fragilizado’’, explica Maria José.

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