Laser, implante e injeção
Parece incrível que um cão super agitado fique tranquilo enquanto tem o corpo espetado por várias agulhas em uma sessão de acupuntura. Mas o relaxamento é tanto que eles podem dormir. Segundo o médico veterinário acupunturista Rodrigo Gusmão, de Londrina, os pontos são os mesmos do ser humano, sobrepostos para a fisiologia do animal. As agulhas usadas também são iguais, finas e flexíveis.
Gusmão explica que a acupuntura veterinária serve não somente para tratar problemas musculares e articulares, mas também doenças como cardiopatias, câncer, problemas renais e convulsões. As sessões podem ser feitas, em casos graves, em dias alternados. Depois se tornam semanais e até quinzenais, como forma de manutenção. ''Promovemos o bem-estar do animal e também proporcionamos uma vida digna, em caso de doenças incuráveis.''
O veterinário alerta que trabalha em conjunto com o clínico geral, que pode administrar normalmente os remédios conforme o quadro do animal. Em alguns casos, como em quimioterapias, a acupuntura ajuda a aliviar os efeitos colaterais.
Todos os animais podem fazer acupuntura, mesmo tartarugas, pássaros e iguanas, segundo Gusmão. ''Existem vários tipos de acupuntura, com laser, implante de ouro no ponto ou até a injeção de medicamentos em pontos específicos. Os animais ficam mais ou menos 20 minutos com as agulhas. Como o organismo libera neurotransmissores, como a endorfina, o animal relaxa e chega a dormir'', garante.
Ele explica que a acupuntura é uma redistribuição da energia do próprio animal para os pontos necessários. As sessões podem ser feitas em clínica ou na casa do proprietário.
Longevidade
O cãozinho Tico, mestiço de pinscher e chiuaua é um vencedor. Aos 18 anos e meio, ele já teve problemas de paralisia e doença renal, tratados com a acupuntura. ''A primeira vez que o levei para fazer a acupuntura foi por indicação de outro veterinário. Ele estava com problemas na coluna e praticamente não andava. Depois da terceira sessão, ele saiu caminhando do consultório'', conta, feliz, Zilda Ferracini, de Apucarana (Norte).
Isso foi em 2009, segundo ela. O cão continou a fazer algumas sessões com intervalo de tempo maior até que teve uma crise renal. ''A primeira coisa que fiz foi ligar para o Rodrigo. O Tico fazia sessões quase todos os dias, e tomava também os remédios indicados pelo veterinário. ''Hoje ele está sem os remédios, mas mantém as sessões semanais. Para ele foi muito bom, ficou mais esperto, mais disposto. Considerando a idade, ele é bem ativo'', conta Zilda.
Outro que também gosta das sessões é Floquinho, um poodle toy de 13 anos e com problemas cardíacos. Segundo a dona de casa Regina Helena Cangussu, o cachorrinho faz as sessões a cada 15 dias e está muito melhor. ''Antes ele se cansava fácil, tinha problemas de tosse, por ter um coração maior que o normal. Agora ele está mais tranquilo, acho que o custo benefício é muito positivo'', avalia. (E.G.)





