Lara ameaça processar acusadores
O ex-comandante geral da Polícia Militar, coronel Luiz Fernando de Lara, admitiu ontem que estava deixando o cargo por causa do desgaste público que sofreu pelas denúncias de que teria desviado R$ 350 mil em empréstimo pessoal ao empresário Georges Pantazis, sob a alegação de pagamento antecipado de 20% das jaquetas coreanas importadas pela corporação. Segundo Lara, as acusações são infundadas. Ele teria antecipado este dinheiro em abril para a chegada das jaquetas previstas em dezembro, oito meses depois.
‘‘Quem falar que eu fiz qualquer tipo de empréstimo pessoal terá que provar isto’’, reagiu ele, ao dizer que já contratou o advogado José Cid Campêlo – pai do secretário de Estado do Governo, José Cid Campêlo Filho – para processar todos os que deram declarações neste sentido. Ele não quis citar nomes. ‘‘Vocês sabem quem serão os processados. Serão todos aqueles que deram declarações na própria imprensa’’, afirmou Lara. Entre eles, estaria o coronel Honório Olavo Bortolini, que confirmou a informação em entrevista à reportagem da Folha.
Lara reafirmou que antecipou o dinheiro para a compra das jaquetas coreanas. ‘‘Elas irão chegar em dezembro e eu faço questão que estejam todos vocês aqui para fazer as fotos’’, atacou. De acordo com Lara, esta seria a quarta remessa de jaquetas coreanas para a Polícia Militar do Paraná.
Luiz Fernando de Lara falou ainda sobre o caso Joni Rodrigues. De acordo com ele, o processo foi arquivado por falta de provas contra ele e contra seu filho, citado na denúncia. ‘‘Nada foi provado contra mim e meu filho. De agora em diante, todos os que me acusarem ou falarem sobre isto de forma tendenciosa serão processados’’, argumentou. (L.P.)

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