Lar reduz atendimento e e demite professores
Mauro FrassonDeise Ferracini agora paga mensalidade para o atendimento da filha
O Lar Escola Leocádio José Correia, fundada há 31 anos, teve que transformar a entidade em instituição particular para fugir da crise. No final do ano passado, o centro de atendimento especializado a crianças portadoras de deficiência mental foi fechado. Dezessete professoras foram demitidas e mais de 60 crianças tiveram que ser encaminhadas para outros lares. Segundo a diretora Disabel Ruth Bond de Mattos, o lar teve dificuldades para o pagamento dos funcionários e as reservas econômicas da instituições tiveram que ser gastas.
Além do centro de atendimento especializado ter sido fechado, o Lar Escola ainda teve que fazer uma redução drástica no número de funcionários e alunos. Dos 500 alunos que eram atendidos no ano passado, hoje estão apenas 150. Dos 60 funcionários e professores, atuam na entidade 26 profissionais.
Atualmente, os 150 internos do Lar Escola são bolsistas, crianças que contribuem com R$ 40,00 por mês para o funcionamento da instituição. Outras outras 4 crianças já começaram a pagar as mensalidades. O valor não é fechado, ele varia de acordo com o poder econômico dos pais. Não poderíamos implantar todas as mudanças necessárias de uma hora para outra, estamos num período de transição, disse Disabel.
A partir deste ano, a Escola já começou a atuar também como instituição de educação primária. Apenas dois alunos foram matriculados na 1ª série e já estão tendo aulas. Mesmo com poucos alunos matriculados, resolvemos não cancelar as aulas, afirmou a diretora. A esperança é conseguir outros alunos da comunidade local a partir do 2º semestre.
Para a digitadora Deise Waurek Ferracini, de 34 anos, que tem uma filha de 1 ano e 4 meses na instituição, a cobrança de mensalidades não desestimulou a comunidade local. Eu acho que facilitou para o bairro e para mim, que teria que pagar transporte para levar minha filha em outra escola ou creche, afirmou a mãe.(L.P.)





