Serviço de Acolhimento Familiar. Este é o nome do programa que cadastra famílias que querem abrir as portas de suas casas para receber crianças que precisam de carinho, amor e educação. Há quatro anos em Londrina, é coordenado pela secretaria municipal de Assistência Social e tem por objetivo permitir que mesmo as crianças que precisam ser afastadas de suas famílias originais por algum motivo tenham uma convivência familiar sadia.
Conforme Valéria Oliveira, gerente dos serviços de alta complexidade da secretaria, as crianças podem ficar abrigadas na casa destas famílias por até dois anos. ''É claro que cada caso é analisado individualmente e este prazo pode ser estendido de acordo com a situação de cada um.''
Enquanto a criança está abrigada, os órgãos públicos dão andamento ao processo para definir se ela terá condições de retornar à família de origem, se será encaminhada para um abrigo ou se vai entrar na fila de adoção. ''É importante destacar que não é um programa de adoção, e as pessoas que têm este objetivo precisam tomar um outro caminho. O abrigamento no nosso programa é provisório e tanto a família quanto a criança envolvida precisam entender que esta situação tem prazo para terminar.''
Quando são encaminhadas para uma família provisória as crianças são informadas sobre o processo. A psicóloga do serviço, Renata Graner afirma que a maior preocupação da equipe não são as diferenças financeiras pelas quais a criança envolvida passa, mas sim as mudanças emocionais, já que algumas vezes há mais carinho e atenção na casa provisória do que na casa da família ''verdadeira''.
''Se o juiz autoriza, incentivamos a relação entre a família que acolhe e a de origem. Se há possibilidade da criança retornar para a casa é muito importante manter este vínculo. Em alguns casos as famílias ficam em contato enquanto a criança está abrigada e após ela ser encaminhada de volta para casa ou para adoção.'' Ela acrescentou que a família acolhedora é fundamental no processo de encaminhamento da criança para a família de origem.
Conforme Valéria Oliveira, as famílias interessadas passam por uma avaliação. Atualmente existem 18 famílias inscritas no programa e 29 crianças estão abrigadas pelo serviço. O número é considerado insuficiente e o objetivo é ampliá-lo.
Durante o tempo de abrigamento, reuniões com a equipe do projeto e visitas às famílias são feitas com frequência. A cada seis meses o juiz da vara da Infância e da Juventude recebe um relatório sobre a situação de cada criança. Elas também podem ficar abrigadas na casa de familiares (tios, avós...) que fizerem o cadastro no projeto.
''Queremos chegar ao ponto de termos pessoas cadastradas prontas para receber crianças quando tivermos um caso que necessite deste tipo de atenção'', completa Valéria.
Serviço:
Cadastros podem ser feitos no Serviço de Acolhimento Familiar no prédio do Provopar, das 8 às 14 horas, de segunda a sexta-feira. Fone (43) 3378-0589.

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