Lar faz papel de segunda família
PUBLICAÇÃO
sábado, 23 de agosto de 1997
Alexandre Sanches Rolândia 
Marcos BorgesCotidianoInternos levam uma vida normal como em qualquer outra casaCrianças e adolescentes abandonados ou que os pais perderam o pátrio poder na Justiça encontram um ponto de apoio em Rolândia (25 km a oeste de Londrina). Mantido pela Igreja Presbiteriana Independente, a Casa Lar Samuel pode ser considerada uma segunda família para estas pessoas.
O Lar funciona há 13 anos e atualmente atende seis adolescentes, mas tem capacidade para hospedar até 12. A entidade foi fundada depois que a Igreja resolveu fazer um trabalho social e constatou que a cidade não tinha orfanato. Há projeto para a construção de mais três casas, mas falta recursos.
Para se sentirem em uma verdadeira família, as crianças contam com um casal que mora com eles. Há 15 dias, o pedreiro Jair Delfino, 36 anos, mudou-se para o lar com a mulher Maria de Lourdes, 35 anos, e as filhas Ingrid e Débora. Eles deixaram a casa onde moravam para se dedicar aos novos filhos.
A inclusão de novos membros no Lar é feita sob indicação do Conselho Tutelar e do juiz de Rolândia. O mesmo acontece com os que deixam o Lar. Aqui levam uma vida normal como em qualquer família constituída, diz o pastor Adilson Antônio Ribeiro.
As contas de água, luz e manutenção do lar são bancadas pela comunidade da Igreja Presbiteriana Independente. Quem não ajuda com dinheiro, faz doação de alimentos e roupas, diz a presidente da entidade, Marli Batista de Moraes Sartori. A prefeitura de Rolândia repassa à entidade um salário-mínimo por mês.
A entidade fica na Avenida das Palmeiras, 311, próximo ao ginásio de esportes da Vila Oliveira. Doações podem ser feitas na conta 3985/3 da agência 0349/2 do Banco do Brasil de Rolândia, em nome de Casa Lar Samuel.


