Lar das Vovozinhas pede ajuda
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terça-feira, 09 de março de 2004
Camilla Rigi<b>Reportagem Local 
No momento em que se discute a política asilar de Londrina e as condições dos abrigos, uma das poucas instituições que atende aos requisitos da Vigilância Sanitária e da Secretaria Municipal do Idoso pede ajuda à comunidade para manter a qualidade de atendimento. O Lar das Vovozinhas Gilda Marconi, que funciona na Vila Nova (Área Central) desde 1939, passa por dificuldades.
Segundo a presidente da entidade, Maria Júlia Dutra Barros, os gastos mensais giram em torno de R$ 10 mil. ''Só de farmácia gastamos R$ 1.117,00 este mês'', conta. A prefeitura, segundo ela, repassa R$ 3 mil que vão, quase que totalmente, para os salários dos 10 funcionários.
Outro problema é a falta constante de fraldas. ''Elas (idosas) são trocadas quatro vezes por dia. A conta deste mês ficou em R$ 1,5 mil'', detalha. A presidente lembra que nunca deixou faltar nada, mas as contas se multiplicam. ''A gente tira de um lado e coloca no outro. Não dá para pagar tudo'', desabafa.
Hoje, o asilo atende 32 internas que, quando podem, contribuem com suas aposentadorias. Contudo, Maria Júlia ressalta que este dinheiro é particular e reservado para a necessidade de cada uma, como compra de roupas e remédios específicos. O complemento da renda se dá com o bazar de roupas e móveis usados e a promoção de alguns eventos. A maioria das mulheres atendidas pela entidade vem de famílias carentes.
De acordo com Maria Júlia, o número de idosos no Brasil aumenta a cada dia, mas os investimentos neles não. Um exemplo dessa situação é que o lar possui um lista de espera com 17 idosas.
A aposentada Nádia Aparecida Maluf, de 70 anos, está no lar há mais de seis anos. Sem familiares na região, ela diz que hoje não dá para pagar um aluguel com o valor da aposentadoria e que, no asilo, ela tem moradia e os cuidados necessários. ''A gente sente falta dos parentes, mas aqui nós formamos uma família'', afirma.
Maria Júlia pede à comunidade e aos empresários que puderem colaborar com a instiuição que entrem em contato pelos telefones (43)3329-0137 ou 3326-7004. Os interessados também podem visitar o asilo na Rua Cabo Verde, nº 95, na Vila Nova.


