Lar das Meninas volta a abrigar jovens
As crianças do Lar Hermínia Lupion - conhecido como Lar das Meninas - devem se mudar para oito casas-lares no final do ano. As novas dependências ficam no mesmo terreno do antigo prédio.
Por 42 anos, as jovens estiveram abrigadas num grande prédio das Mercês, que esta semana foi cedido à Pastoral da Criança.
No final de 1995, o prédio teve problemas de rachaduras e foi interditado. No ano seguinte, um estudo da Universidade Federal do Paraná (UFPR) confirmou o problema estrutural e as 100 crianças foram transferidas tenporariamente para um abrigo no bairro do Tarumã.
Em vez de reformar o antigo prédio, o Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) decidiu construir casas-lares. O custo do projeto foi de R$ 500 mil, incluindo móveis e eletrodomésticos.
O terreno fica atrás do antigo prédio, onde ficava o Lar das Meninas, e possibilitará a volta das crianças à comunidade - pedido dos moradores das Mercês.
A partir de dezembro, as 63 crianças do Lar das Meninas - que hoje também tem meninos - passarão a morar em casas, em vez do abrigo, e terão uma mãe social. O projeto do Lar é ter apenas a figura da mãe, mas não descarta a possibilidade do casal social. As mães ganharão um salário mínimo por mês para cuidar das crianças e terão todas as despesas pagas.
As casas, que já estão praticamente prontas, distribuem em 100 metros quadrados sala, cozinha, dois quartos, uma suíte, dois banheiros e área de serviço. Cada uma abrigará oito crianças.
A criação de um ambiente familiar serve para preparar as crianças para a adoção, o retorno ao lar ou a ida para uma família substituta. Setenta por cento dos casos têm uma solução no período de três anos, diz Pacheco. As crianças não ficam muito tempo no Lar para não criar vínculo. Hoje, o Lar das Meninas cuida de crianças de cinco a 18 anos. A maioria está lá por causa de maus tratos familiares.





