Lino Ramos
De Londrina
Navegar pelo Lago Igapó em Londrina não é mais privilégio de quem tem dinheiro para comprar um barco ou um jet ski. Por R$ 5,00 em média é possível dar um passeio de 20 minutos em um barco raia 550 com motor de 85 HP e conhecer mais de perto o ‘‘cartão postal da cidade’’.
A iniciativa é do empresário Carlos Tagliari, 40 anos, que trabalha com máquinas de diversão eletrônica e de terça-feira a domingo usa o tempo vago para explorar os passeios de barco. Tagliari, que é marinheiro mercante e já trabalhou com ‘‘banana boat’’ em Guaratuba, garante que essa atividade é segura. ‘‘Não há o menor risco. É mais fácil cair um avião de linha do que acontecer um acidente com o barco’’, compara.
Carlos Tagliari tem concessão provisória da Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) e começou a trabalhar no Igapó no início deste mês. Segundo ele ainda não é possível dizer se a atividade é viável economicamente. ‘‘O pessoal ainda não sabe, mas quem passeia tem voltado. Eu também estou investindo em lazer porque nessa atividade não aparece ninguém irritado’’, comenta.
A estudante Marina Maciel Brito, 18 anos, aprova a idéia. ‘‘É bom , eu nunca tinha andado de barco e o percurso é muito gostoso’’. Denadir Pinheiro da Cruz, 23 anos, costureira e estudante do 2º grau, também aprovou o passeio. ‘‘O percurso é muito bom e o preço não é caro’’. Denadir da Cruz adianta que o passeio é mais divertido para quem vai na parte dianteira do barco.
O promotor designado para a Defesa do Meio Ambiente, Sérgio Correia de Siqueira, entende que não há impedimento legal para os passeios de barco no lago. ‘‘É uma atividade econômica como outra qualquer. Só se houver algum impedimento administrativo’’, informa.
O vereador Célio Guergoletto (PMDB), que presidia a extinta Comissão Permanente de Defesa do Lago Igapó, havia sugerido a implantação de pedalinhos no lago. Mas, segundo ele, a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA) foi contra a proposta, alegando que essa atividade poderia poluir o lago. De acordo com o vereador, na época associações ambientalistas como a Patrulha das Águas e Bandeira Verde apoiaram a idéia.
A última avaliação recebida pelo Ministério Público sobre a poluição no Lago Igapó foi realizada no mês de setembro pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). O promotor Sérgio Siqueira afirma que a área próxima à barragem é a mais limpa. Já o local de maior poluição está situado próximo ao Iate Clube.

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