Ibiporã A Secretaria do Meio Ambiente de Ibiporã (14 km a leste de Londrina), Promotoria de Defesa do Meio Ambiente e Instituto Ambiental do Paraná (IAP) fizeram uma parceria para recuperar o Rio Jacutinga, responsável pelo abastecimento de água do município. Lançado ontem, o projeto Jacutinga pretende recuperar 15 quilômetros de mata ciliar desde a Samae, empresa de água e esgoto da cidade, até a divisa com Londrina.
O secretário de Meio Ambiente, Amauri Bianchini, informou que os valores da recuperação ainda não foram finalizados, mas acredita que serão gastos cerca de R$ 300 mil nos próximos quatros anos. Ele disse que a partir de dois anos e meio a mata poderá ser monitorada com menos frequência e ''deixar a natureza fazer o trabalho''. Uma mata leva em média 60 anos para se recuperar.
Segundo Bianchini, além da recuperação da mata ciliar, o projeto prevê a educação ambiental do produtor e o monitoramento do plantio da mata. Um curso de treinamento e capacitação dos agricultores para o reflorestamento e a importância da mata ciliar está sendo realizado. Foram abertas duas turmas de 60 proprietários que têm terras no trecho a ser recuperado. Em uma primeira etapa eles estão aprendendo a importância da preservação da mata ciliar e também como fazê-la. Numa segunda etapa irão fazer o plantio.
Bianchini informou que as mudas, de espécies nativas, serão fornecidas pelo Consórcio Intermuncipal da Represa Capivara (Cibacap). ''O Cibacap é o gestor das ações para amenizar o impacto ambiental da represa, por isso estamos trabalhando em parceria'', explicou.
''Precisamos do envolvimento de todos para a recuperação do meio ambiente. Pretendemos que também os muncípios de Londrina e Cambé façam a recuperação do Jacutinga'', afirmou o secretário. O rio nasce em Cambé (13 km a oeste de Londrina) e passa por Londrina. A Prefeitura de Ibiporã vai fazer uma audiência pública para apresentar o projeto e irá convidar as outras prefeituras. A data ainda não foi marcada.
Lindolfo Vanuqui Cotrin é um dos agricultores convocados pela promotoria para participar do projeto. A propriedade dele tem entre 10 e 15 metros de mata ciliar. A extensão, porém, é insuficiente, porque a lei determina que são 30 metros de mata ciliar. ''Estamos aprendendo a importância da preservação do solo e principalmente da água. Tem que ter uma interação dos proprietários para que o rio possa ser preservado'', disse.