Com objetivo de combater a doença que mata cerca de 55 mil pessoas anualmente no mundo e evitar o extermínio de 20 milhões de cães, a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, sigla em inglês) lançou hoje (28), no Dia Mundial do Combate à Raiva, uma campanha global intitulada Coleiras Vermelhas.

Segundo a gerente de Programas Veterinários da WSPA Brasil, Rosangela Ribeiro, nos países que não realizam campanhas de vacinação em massa e que tiveram surto de raiva humana, em vez de vacinar os cães, a opção foi pelo seu extermínio. "A gente sabe que 20 milhões de cães são mortos todos os anos, para controlar a raiva, principalmente nos países da Ásia e da África."

O Brasil é um dos poucos países que mantêm uma campanha anual maciça e gratuita de vacinação, que atinge quase 30 milhões de animais.

Rosangela disse ainda que devido ao problema com as vacinas contra a raiva registrado no País, em 2010, o calendário de vacinação atrasou este ano. O governo federal comprou 10 milhões de doses de vacina importada para a cobertura nos estados do Norte e do Nordeste e a campanha já foi realizada no Maranhão e no Ceará.

Para o restante do país, entretanto, as vacinas ainda estão sendo produzidas no Paraná, sob a supervisão técnica do governo.

Segundo a veterinária, com a vacinação de 70% da população canina, o País consegue controlar a raiva no prazo de dois a três anos. Ressaltou que nas grandes cidades, a raiva humana é resultado, em especial, da mordedura de cães. De acordo com dados da entidade, 90% dos casos de raiva humana no mundo ocorrem hoje por esse tipo de transmissão.

mockup