Lâmpadas são descontaminadas
Curitiba- Entre os resíduos tóxicos coletados pela Prefeitura de Curitiba, no ano passado, o maior volume - 20 toneladas - foi o de lâmpadas fluorescentes. Elas contêm mercúrio, um metal pesado de elevado grau de contaminação ao meio ambiente e risco à saúde.
Segundo informações da Secretaria de Meio Ambiente de Curitiba, o óleo de cozinha usado é outro material coletado pelo serviço especial e encaminhado para reciclagem. Nos terminais de ônibus foram recolhidos, em 2008, 9 mil litros de óleo. A secretaria também recolhe o óleo de cozinha nos pontos do Câmbio Verde, programa que troca lixo reciclável por alimentos. No ano passado, a população também entregou uma grande quantidade de tintas (cerca de 7 toneladas) e pilhas (5 toneladas).
Os resíduos tóxicos coletados pela prefeitura, quando chegam à Central de Tratamento de Resíduos da Essencis Soluções Ambientais S.A., na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), são, primeiramente, separados de acordo com suas características. Cada material recebe tratamento e destinação diferenciados.
A gerente de Meio Ambiente da regional sul da Essencis, Gabriela de Souza Araujo Fernandes, explicou que pilhas, baterias e medicamentos vencidos, por exemplo, passam por processo de encapsulamento e vão para o aterro classe I. Esse tipo de aterro - conforme estabelece a legislação vigente - é destinado a resíduos industriais perigosos, não reativos e não inflamáveis, com baixo teor de solventes, óleos ou água.
Já as lâmpadas fluorescentes passam por processo de descontaminação em equipamento apropriado, que filtra e retém o mercúrio. Essa etapa, segundo Gabriela, é feita por empresa especializada contratada pela Essencis. O vidro e partes metálicas que sobram são encaminhados para aterro classe II, destinado a resíduos não inertes.
De acordo com Gabriela, produtos como solventes, tintas e óleos são misturados a outros resíduos - recebidos, também, de outros geradores - e preparados para servirem de combustível em fornos das fábricas de cimento. Podem, ainda, ser usados como matéria-prima.
Segundo informações da Essencis, os aterros são construídos com tecnologia de última geração de impermeabilização de solo. A argila compactada e a dupla geomembrana de polietileno de alta densidade protegem o solo e as águas subterrâneas do contato com os resíduos. Há, ainda, sistema de drenagem e tratamento dos efluentes líquidos e gasosos, que é continuamente monitorado.(A.L.)





