Lâmpadas de sódio iluminam mais
No ano passado a Prefeitura de Londrina solicitou à Copel a troca das lâmpadas de mercúrio pelas de sódio em todo o quadrilátero central. Alguns outros pontos também já receberam essa iluminação, como trechos da Avenida Tiradentes. Hoje, 30% das lâmpadas da cidade são de sódio. Os motivos para a troca são vários, entre eles a economia energética e o fato do sódio não ser poluente, ao contrário do mercúrio. No entanto, as lâmpadas de sódio custam o dobro do que as de mercúrio.
Embora essas lâmpadas de sódio dêem a impressão de iluminar menos, segundo a Copel, a capacidade de iluminação é a mesma. A diferença está na cor da luz emitida. A lâmpada de mercúrio emite luz branca, que permite maior percepção das cores e a de sódio emite luz amarela, que torna mais fácil distinguir formas.
Uma lâmpada de sódio de 70 Watts (W) equivale a uma de mercúrio de 125W, ou seja, ilumina a mesma coisa e consome até 40% menos de energia.
Segundo o professor José Fernando Mangili Jr., do Departamento de Engenharia Elétrica da UEL, ''é possível afirmar que as lâmpadas de vapor de sódio atendem à necessidade mínima das ruas e avenidas. No entanto para praças e parques públicos a iluminância é questionável''.
Hoje, a potência das lâmpadas de sódio é determinada de acordo com a classificação viária, sendo lâmpadas de 70Watts (W) para as ruas dos bairros, 150W para ruas comerciais e com tráfego de ônibus e de 250W e 400W para as avenidas e rotatórias.
Segundo o professor, ''a substituição das lâmpadas de mercúrio por sódio devem ser observados o tipo de via, se rural ou urbana; se existe fluxo de veículos e tráfego de pedestres; os níveis de iluminância adequados, o tipo de equipamento e a localização e tipo dos postes''. (E.G.)





