Lâmpadas de mercúrio são substituídas em Londrina
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
De cima, a luz alaranjada que clareia as principais avenidas e o Centro de Londrina destoam do restante das luzes brancas da iluminação pública das demais regiões. Mas a tendência é que o tom laranja irradiado pelas lâmpadas de vapor de sódio se espalhe por toda a cidade porque as lâmpadas claras, de vapor de mercúrio, deverão ser gradualmente substituídas por serem menos eficientes e menos econômicas. A troca já atingiu 32% de toda Zona Urbana.
Quem ainda tem lâmpada de mercúrio na rua de casa conhece bem o drama. Na semana passada, o presidente da Associação de Moradores dos Jardins Parati, Tocantins e Ilha do Mel, Cláudio Maciel Rodrigues, protocolou uma representação junto à Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor e também no Procon reclamando da má iluminação pública da Avenida Café Rubiácea. Ele disse ter tomado a decisão porque a claridade não alcança todas as casas. No local, é possível perceber que a lâmpada clareia apenas pontualmente e não beneficia as casas dos lados. Maciel alertou que o trânsito na avenida está aumentando - porque é alternativa à Avenida Saul Elkind - e isso pode trazer riscos para pedestres e moradores.
Dono de um mercadinho no local, Antônio Carlos Vieira também desaprovou a iluminação atual. ''Esta avenida tinha que ter lâmpada amarela, que é muito melhor. É uma via importante para a cidade e por isso tinham que caprichar mais'', pediu o comerciante. Ele tem outro imóvel no bairro, na Rua Lindalva Campos, e comentou que o prédio já foi furtado duas vezes antes mesmo de ser concluído. ''Não tem luz nenhuma em frente e a gente ainda tem que pagar a taxa de iluminação'', reclamou.
A assessoria da Copel em Londrina explicou que a empresa faz apenas a manutenção da iluminação de vias públicas, substituindo lâmpadas queimadas, destruídas ou com defeito. Diariamente, são trocadas de 100 a 300 unidades (todas de vapor de sódio) em toda a cidade.
Quem determina a potência da iluminação em cada local é a Prefeitura. A orientação do Plano Diretor é que em vias expressas (com movimento intenso) e no quadrilátero central devem ser usadas lâmpadas de vapor de sódio de 400W. Vias com grande tráfego devem ter lâmpadas de sódio de 150W a 250W. Ruas de pouco movimento podem ser iluminadas com as de 70W.
O gerente de iluminação pública da Secretaria Municipal de Obras, Antônio Luís Sokoloski, recomendou que pedidos para substituir lâmpadas de mercúrio pelas de sódio devem ser feitos por escrito. Ele observou, porém, que o serviço não pode ser feito antes da realização de licitação para compra das lâmpadas. Atualmente, segundo o gerente, há diversos processos em andamento relativos à iluminação pública.
Sokoloski informou que 16.859 das atuais 52.036 mil lâmpadas em vias públicas de Londrina são de sódio (32%) e a tendência é ampliar esta cobertura. ''Existe a idéia de colocar estas lâmpadas em toda a Área Central (entre as ruas Heródoto e Belém e Avenida Maringá até 10 de Dezembro) e também no entorno de todas as escolas municipais'', citou.
Serviço - Para pedir substituições ou relatar defeitos na iluminação pública, o consumidor deve contatar a Copel (0800-5100116). Já as queixas sobre iluminação deficiente em ruas e avenidas devem ser feitas, por escrito, na Secretaria Municipal de Obras, na Avenida Duque de Caxias, 635.


