Dorico da SilvaPerigoO ônibus só foi retirado da pista com auxílio de um tratorOntem de manhã, dois ônibus da empresa de Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) quase tombaram na curva da avenida Faria Lima, próximo ao viaduto da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O motorista da TCGL Francisco Alves conduzia o ônibus da linha 307 que atende ao Conjunto Avelino Vieira (zona oeste) passando pela UEL. Ele retornava para o centro, às 5h50, quando teve de desviar de um veículo Gol branco que, segundo ele, estava parado na curva.
O ônibus derrapou por causa do barro e foi parar do outro lado da pista, atolado em um terreno baldio do Conjunto Portal de Versalhes. Cerca de duas horas depois, 35 passageiros do ônibus da linha 307 também levaram um grande susto. O motorista da TCGL, Ederval Pereira, derrapou no mesmo lugar.
No relatório do motorista para a empresa, ele conta que estava a 20 quilômetros por hora e quando chegou na curva a lama da pista fez os pneus da frente derraparem. O ônibus atravessou a pista e só não houve nada de mais grave porque não vinha nenhum automóvel na pista contrária. O ônibus precisou ser retirado do acostamento com a ajuda de um trator.
‘‘Se a Prefeitura não tomar providências ainda vai morrer gente nesta curva’’, alerta a jornalista Irene Fonçatti, moradora do Jardim Portal de Versalhes, loteamento próximo ao local dos acidentes. Ela conta que é frequente motocicletas e carros derraparem na curva por causa da lama.
Segundo moradores da região e motoristas, a situação ficou mais grave depois que o viaduto da UEL ficou pronto. Dizem que o volume de água que vaza para a pista aumentou, trazendo mais lama para a avenida. O secretário de Obras, José Righi, confirma a reclamação dos moradores. Ele explica que, para fazer o viaduto, o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (DEER) fez uma parte da rede pluvial que deságua justamente na altura da curva.
A complementação da galeria cabe à Prefeitura que, segundo Righi, não iniciou a obra antes porque precisou desapropriar uma área em processo litigioso. ‘‘Só agora a Prefeitura pôde abrir licitação para a compra dos tubos’’, diz Righi. O secretário assegura que os trabalhos começam nos próximos 30 dias.

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