Lagos prometidos só ficaram no papel
Lagos prometidos
só ficaram no papel
Os moradores Benedito Martins (ao lado) e Policena Marcondes de Oliveira (abaixo)O Ribeirão Lindóia foi o escolhido pela administração municipal para abrigar a mais completa área pública de esportes e lazer da zona norte da cidade. Pena que, lançado com pompa no início do ano passado, até agora o projeto que inclui a formação de cinco lagos artificiais não saiu do papel por falta de recursos.
Elaborado por técnicos do Instituto de Pesquisas e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), o projeto prevê a construção de pistas de cooper, cross, skate, roller e patins; além da instalação de equipamentos para ginástica e exercícios físicos, quadra de voleibol de areia, anfiteatro, parque infantil e campos gramados para futebol. Está planejada ainda completa infra-estrutura com sanitários, estacionamentos para automóveis, lanchonetes, churrasqueiras, lixeiras, bancos para descanso em torno de cada um dos lagos.
Quando foi lançado o projeto, a administração municipal anunciou que pretendia inaugurar a primeira fase a do lago 3, no fundo do Conjunto Milton Gavetti no Dia da Árvore, 21 de setembro, do ano passado. Às vésperas do Dia da Árvore deste ano, o local permanece sem nenhum indícios do início das obras.
Cadê o lago? Está difícil de começarem a construção, heim?!, comenta o ex-vigilante Benedito Martins, 71 anos, casado e morador do Jardim Paraíso há 16 anos. Faz anos que ouço esta história de que vão fazer lagos novos aqui, mas não acredito mais. Entra ano e sai ano e não fazem nenhuma melhoria. Por isso, os vizinhos continuam jogando entulhos e sujando esta área toda. É uma pena.
Martins avalia que a infra-estrutura de lazer prometida seria muito boa para a população da zona norte. Eu já estou muito velho e não vou usar. Mas seria bom para os mais novos, para a juventude. Além disso, iria valorizar as casas destes bairros vizinhos. E, pelo menos, o local seria mantido mais limpo daí em diante, ressalta o aposentado.
Outra moradora que está se cansando de esperar pela construção dos lagos é a dona-de-casa Policena Marcondes de Oliveira, viúva, 72 anos de idade e moradora do Conjunto Habitacional Milton Gavetti há 17 anos. Há muito tempo estamos esperando pelas obras, que seriam muito boas para os moradores daqui. Mas, pelo jeito, está duro de começarem. Já estamos desanimando de tanto esperar. Enquanto não fazem os lagos, continuam jogando aí nas margens do Lindóia os entulhos, animais mortos e todo tipo de lixo.
Na época do lançamento, o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira, anunciou que o projeto todo estava orçado em R$ 2,5 milhões. As verbas para a primeira fase, de R$ 470 mil, será repassada pelo governo do Paraná. A instalação dos Lagos Norte será muito importate, porque vai urbanizar uma grande área, o que valoriza os imóveis da região e melhora a qualidade de vida daquela população.
Hoje, o secretário diz estar chateado com o atraso no início das obras. Infelizmente, por causa da crise econômica, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos não repassou os recursos da primeira fase, que estavam assegurados por convênio com a nossa prefeitura, afirma Righi de Oliveira, ressaltando que não há previsão para a chegada do dinheiro e início da construção dos lagos. (O.C.)





