No Lago Cabrinha (Zona Norte de Londrina) teve fila de crianças ontem à tarde para usar os equipamentos do parquinho. No lago propriamente dito, banhistas de todas as idades esqueceram os riscos e mergulharam de cabeça. Na barragem do Lago Igapó 1 (área central), o cenário era semelhante. No primeiro dia do horário de verão teve gente que aproveitou até os últimos raios de sol do feriado de Finados.
''Aqui está igual o piscinão de Ramos (piscina construída no subúrbio do Rio de Janeiro)'', comparou a ambulante Iracema dos Santos, 41 anos, enquanto vendia seus churrasquinhos nas proximidades da barragem do Cabrinha. Ela reclamou que a estrutura do parque ainda precisa de melhorias banheiros, estacionamento, quadras e campos de futebol mas comemorou o movimento. ''Nos finais de semana e nos feriados, quando tem mais gente, chego a vender até R$ 25,00'', revelou.
As irmãs Vanda José de Oliveira, 24 anos, e Maria Aparecida de Oliveira, 28 anos, moram vizinhas ao parque e ontem levaram os filhos pela primeira vez. ''Só não deixo eles entrarem nessa água, de jeito nenhum'', afirmou Vanda apontando para os muitos banhistas do lugar, que foram orientados pelo Corpo de Bombeiros a não entrar no lago.
No Lago Igapó 1, uma das áreas de lazer mais tradicionais da cidade, a situação era a mesma. Os banhistas, em sua maioria adolescentes, dividiam espaços com jet-skis e lanchas. Enquanto isso, muitos frequentadores usavam a pista de caminhada ou se refrescavam com um sorvete, uma cerveja ou côco gelados. Do lado de baixo da barragem, até veículos foram colocados abaixo dos vertedouros, numa espécie de lava-rápido improvisado. Quem não deve ter gostado de tanto barulho foram alguns pescadores que insistiam, sem muito sucesso, garantir uma ''misturinha'' para o jantar.

mockup