De acordo Sérgio Rolim Mendonça, a Organização Pan Americana da Saúde (Opas) revelou que 90% dos esgotos da América Latina e do Caribe são despejados sem nenhum tipo de tratamento nos rios, mares, lagos e terras agrícolas.
O governo brasileiro, segundo o sanitarista, investiu R$ 10,4 bilhões em esgoto entre 2003 e 2008. ''Nesse período, 15 milhões de pessoas passaram a ter acesso à rede de esgoto. Houve nesse mesmo período economia de R$ 745 milhões em gastos de internação no SUS'', comenta ele, ressaltando que dados da ONG Instituto Trata Brasil apontam que 114 milhões de brasileiros ainda não dispõem de coleta de esgotos (60,4%) e 43 milhões não têm acesso a água potável (22,6%). Pesquisa da ONG em 2010, em 81 cidades com mais de 300 mil habitantes, classificou Maringá, Curitiba, Londrina e Ponta Grossa, respectivamente, em 7º, 11º, 13º e 16º lugar em relação a acesso a água potável e esgoto tratado.
Mas se o problema já está instalado, Mendonça acredita que sistemas de lagoas de estabilização sejam a melhor tecnologia para proporcionar efluentes a serem usados na agricultura. ''É o único sistema natural que pode produzir efluentes que cumprem com as diretrizes da OMS, tanto para a qualidade bacteriológica, como para a eliminação dos ovos de helmintos. O reuso do esgoto doméstico tratado na agricultura por meio de lagoas de estabilização poderá ser muito importante.'' (M.T.)

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