Mais de mil pessoas buscaram nas águas do Lago Igapó um jeito de se refrescar e driblar o calor de 36 graus do domingo em Londrina. Crianças jovens e adultos aproveitaram os cerca de 700 metros quadrados do lago, entre a ‘‘piscininha’’ e a barragem , onde é ‘‘permitida’’ a presença de banhistas. Até os salva-vidas do Corpo de Bombeiros se surpreenderam com o movimento. ‘‘Toda esta área estava lotada de gente’’, contou o bombeiro e salva-vidas, soldado Prudente, surpreso com o volume de banhistas.
Sombra e água suja, mas ‘‘fresca’’, e a belas paisagem, sempre levam miliares de pessoas a passear no lago todos os finais de semana. O soldador Reinaldo Faria, morador do conjunto Milton Gavetti (zona norte), levou a família para passar a tarde à beira do lago. Munidos de rede e uma minichurrasqueira, ele, e mais dois casais e amigos disseram ter se divertido. A filha Jaqueline de 14 anos e a amiga Vânia nadaram no Igapó.
‘‘A água é muito suja, mas é melhor do que nada quando o calor é tão forte’’, comentou Jaqueline. Faria explicou que sempre leva a família ao Igapó porque acha o lugar muito bonito e agradável. ‘‘É uma pena que a água esteja tão poluída’’.
André Aparecido Catarino, de 19 anos, quase se afogou no final da tarde, mas foi socorrido e liberado em seguida. Ele não sabia nadar e se aventurou para além da mureta que marca o fim da área segura.
Prudente explica que, além da mureta, agora submersa, o lago tem mais de dois metros de profundidade. Os bombeiros mantêm uma unidade no local com um salva-vidas durante a semana e dois homens e uma embarcação nos finais de semana. Até dezembro a equipe vai contar com o reforço de mais um guarda-vidas.
Em Curitiba, o corpo de Alberto José Simão, de 34 anos, vítima de afogamento, foi encontrado ontem, boiando nas cavas do Uberaba, no Rio Iguaçu, próximo à via férrea. A vítima foi encaminhada ao Instituto Médico Legal IML). Até o final da tarde, ninguém havia reconhecido o corpo.

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