Lago pode ser explorado para lazer e turismo
Lago pode ser
explorado para
lazer e turismo
A Copel desenvolve um programa de compensação aos impactos sócio-econômicos sofridos pelos municípios da faixa do reservatório da hidrelétrica de Salto Caxias. As ações se dividiram em 26 sub-programas, um dos quais ainda tem desdobramento, o Pró-Caxias, em conjunto com o Sebrae/PR, municípios e organizações comunitárias.
O Pró-Caxias identificou perspectivas para atividades econômicas, por exemplo com a exploração do potencial do lago, para atividades de lazer ou negócios do turismo, e investidores são orientados sobre fontes de financiamento, qualificação de atividades e outras práticas.
Alexandre Veiga de Camargo, da Coordenadoria de Meio Ambiente da Copel, através da qual se desenvolveram os programas, observa que os municípios da região, antes com estrutura muito precária, receberam investimentos de R$ 48 milhões, em barracões industriais, escolas, unidades de saúde, quadras esportivas, pavimentação de estradas, sedes para as polícias Civil e Militar, e outras obras. As próprias prefeituras receberam recursos para sua reestruturação administrativa. Na história de obras de hidrelétricas no País nunca houve programas de tamanha extensão e investimento de recursos neste volume, afirma Camargo.
Segundo ele, os municípios que receberam maior apoio da Copel, por serem os mais impactados, são Capitão Leônidas Marques, Boa Vista da Aparecida e Nova Prata do Iguaçu, mais próximos da hidrelétrica. A fase de investimento direto já se encerrou. Para Alexandre Veiga de Camargo, o efeito barragem é natural, pois antes e durante as obras há a expectativa de melhoria da qualidade de vidas para as populações impactadas, circula mais dinheiro nas cidades, vem o pico dos efeitos positivos, mas depois as coisas voltam ao normal, o que não significa necessariamente um retrocesso. (P.P.)





