Josoé de CarvalhoNo votoGuergoletto ontem no lago: projeto vai hoje à última votaçãoApesar de o feriado municipal de ontem ter transcorrido com o tempo nublado na maior parte do dia, centenas de pessoas fugiram do intenso calor se refrescando nas águas do lago Igapó 1, próximo à barragem atrás da Prefeitura. O vereador Célio Guergoletto (PMDB), coordenador da Comissão Permanente de Vigilância e Defesa do Lago Igapó, também aproveitou a dia de folga para passear pelas margens do lago e conversar com usuários.
Na sessão da Câmara de hoje à tarde - adiada de ontem em consequência do Dia da Padroeira - vai à última votação o projeto de lei de autoria de Guergoletto que autoriza o Executivo a permitir que pessoas físicas e jurídicas instalem, em troca de espaço publicitário e sem custos para o município, placas indicativas e educativas nas margens do Igapó 1, 2, 3 e 4, e no Zerão.
As placas poderão conter mensagens sobre o índice de balneabilidade - com os respectivos graus de poluição - de cada ponto dos lagos, sobre a proibição e perigo da prática de esportes aguáticos, a regulamentação de estacionamento, o impedimento da lavagem de automóveis etc. Ficam proibidas as propagandas político-partidárias, as de cigarros, de bebidas alcoólicas, e de produtos que causam vício e dependência química.
O projeto prevê que a execução e a fiscalização deste programa ficarão sob responsabilidade da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), cujos diretores compõem a Comissão da Câmara juntamente com representantes da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Sanepar, Iate Clube e moradores vizinhos do lago. Além de Guergoletto, outros dois vereadores fazem parte da comissão: Osvaldo Bergamin (PMDB) e Carlos Santa Rosa (PFL).
A comissão, que se reúne mensalmente, terá no dia 30 o último encontro do ano. Nele, o IAP apresentará o resultado das recentes análises do nível de poluição das águas dos quatro lagos. Com base neste resultado serão produzidas as primeiras placas indicativas da balneabilidade, a ser instaladas a partir de janeiro. Também é esperada para a reunião do final do ano a divulgação, pela AMA, dos nomes das empresas e donos de residências que poluem o Igapó com o despejo clandestino de esgotos domésticos e produtos químicos.
‘‘Depois de várias tentativas nos últimos anos, acredito que agora encontramos o rumo para a efetiva recuperação, manutenção e uso do lago Igapó com o equilíbrio necessário. E isto está sendo possível porque a Cidade - através de clubes, entidades e órgãos - está interessada em resolver esta questão’’, afirma Célio Guergoletto. ‘‘A saída é transformar o Igapó em um investimento auto-sustentável.’’
(Osmani Costa)

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