Osmani Costa
De Londrina
Os assaltantes fazem contato com a imobiliária demonstrando interesse em alugar ou comprar o apartamento em oferta. Na sequência, com a chave do imóvel cedida pela imobiliária, eles vão até o prédio, onde residem famílias da classe alta de Londrina. Depois de liberados pelo porteiro para a visita, eles passam a arrombar outros apartamentos. Antes de entrar nos imóveis, eles fazem a checagem por telefone para certificar que os moradores saíram.
Esta nova modalidade de assalto, que parece ser praticado por quadrilha especializada, tem acontecido nos últimos dias. Na manhã de sábado, o roubo foi no Edifício Comodoro, na Rua Belo Horizonte (área central). A vítima foi o administrador de empresas Kurao Ueno, dono do único apartamento no 12º andar.
Ueno contou à polícia que os ladrões estouraram o tambor da fechadura da porta para entrar. Eles reviraram os armários e gavetas e levaram jóias de ouro, de brilhante e de pérolas; além de relógios, câmera fotográfica e outros objetos de valor. O roubo ocorreu entre as 10 e 13 horas, período em que a família não estava no apartamento.
Outros apartamentos do Comodoro teriam sido roubado naquele mesmo dia. Ontem, a Folha não conseguiu encontrar Kurao Ueno e o síndico Anízio Janene, que estavam viajando. ‘‘Só recebemos uma queixa formal, mas sabemos que outros prédios e outros donos de apartamentos já foram vítimas do mesmo golpe’’, afirma o delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Acácio de Azevedo. As vítimas e síndicos dos edifícios não estariam registrando queixas dos roubos junto à polícia por medo de desvalorização dos imóveis.

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