Ladrões sequestram bancário e roubam banco em Arapoti
Edna Mendes
De Cornélio Procópio
Dois homens armados com pistolas sequestraram, anteontem à noite, o funcionário da agência do Banco do Brasil de Arapoti (149 km ao sul de Jacarezinho), Luiz Antonio Feitosa, que foi obrigado a abrir a agência e entregar cerca de R$ 15 mil aos ladrões. Este é o segundo assalto com sequestro de funcionário de bancos na região em menos de dois dias.
Segundo a Polícia Civil, Feitosa foi sequestrado quando saía de casa, por volta das 20 horas de anteontem, para jogar futebol. Os assaltantes obrigaram ele a entrar em seu carro, um Fiat Tipo, e circular pela cidade com eles por mais de uma hora. Em seguida, mandaram que o bancário abrisse a agência e lhes entregasse o dinheiro. Como Feitosa não estava com a chave, os assaltantes fizeram ele voltar para casa e apanhar a chave. A mulher do bancário entregou a chave no portão e não suspeitou que se tratava de um assalto.
Quando abriu a agência, o alarme disparou e o bancário teve que informar à polícia de que estava tudo bem. O dinheiro foi retirado do caixa eletrônico e Feitosa ficou trancado em uma sala da agência por mais de três horas. Só foi libertado de madrugada quando o alarme disparou novamente e a polícia foi até o local. Os assaltantes fugiram no veículo do bancário, que foi abandonado em seguida.
De acordo com o delegado Mariano Petrunkom, no momento do assalto a polícia atendia outra ocorrência e não havia policiais na delegacia que pudessem averiguar o motivo pelo qual o alarme disparou. Até o final da tarde de ontem a polícia não tinha pistas dos ladrões. A única informação é que um Santana, de cor preta, foi visto horas antes do assalto em movimentação suspeita pela cidade.
Na quarta-feira, três homens também assaltaram e sequestraram o gerente do Banestado de Jundiaí do Sul, Dalmir Arantes da Silva. Ele foi liberado mais tarde depois de entregar cerca de R$ 15 mil aos assaltantes que fugiram com seu carro, um Palio azul.
O diretor do Sindicato dos Bancários de Arapoti, Divair da Silva, disse que os bancários estão sendo forçados a trabalhar até tarde da noite por causa do acúmulo de trabalho e com isso ficam expostos a assaltos. Já denunciamos o caso ao Ministério Público mas nada foi resolvido, afirmou.





