Ladrões roubam equipamento da UEL
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quarta-feira, 06 de agosto de 2003
Emerson Dias<br> Reportagem Local 
Três estudantes do curso de jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) foram assaltados no final da tarde de anteontem, quando registravam imagens próximos à linha férrea do Jardim Novo Amparo (zona norte). Além de relógios e um par de tênis, os ladrões levaram também todo o equipamento de vídeo da UEL.
O caso aconteceu perto das 17h30. De acordo com o estudante Hermom Dourado, 22 anos, os colegas Murilo Alberto de Araújo, 24, e Rafael Francisco Winckler, 22, finalizavam uma reportagem quando foram abordados e rendidos por dois jovens armados de pistola. ''Os dois pediram que, pelo menos, devolvessem a fita, mas os ladrões fugiram'', contou.
Dourado só não foi roubado porque estava cuidando do carro. As carteiras das vítimas também estavam no veículo. ''O curioso é que eles chegaram a conversar com os ladrões minutos antes. Os bandidos esperaram o momento certo para roubar os estudantes'', disse o delegado-operacional da 10 Subdivisão Policial (SDP), Pedro Maomé Machado, que está investigando o caso. Machado sugeriu que as vítimas fossem conversar com alguém da associação de moradores do bairro, na tentativa de conseguir informações sobre o equipamento. Tanto a câmera quanto o microfone são etiquetados com números de registro da UEL.
Apesar dos estudantes terem seguido as normas básicas de segurança na ocasião como contactar moradores, ir ao bairro em grupo e pesquisar durante o dia , a diretora do Centro de Estudos de Comunicação e Arte (Ceca), Maria das Graças Ferreira, comentou que eles deveriam ter solicitado um veículo da UEL. ''Isso é uma norma. Alunos e professores devem requisitar um transporte para fazer trabalhos e projetos fora do campus'', afirmou a diretora, que levou o caso à Comissão de Segurança da UEL.
Nos últimos meses, a comissão vem avaliando as condições internas da universidade como a segurança em estacionamentos, eventos e laboratórios, entre outros , mas já debateu sobre os riscos que estudantes, professores e funcionários correm em projetos realizados na periferia da cidade. Até a formalização de um seguro de vida chegou a ser cogitada durante reunião do grupo.
A Folha tentou falar com o responsável pela Coordenadoria de Assuntos de Ensino e Graduação (CAE), professor Jairo Queiroz Pacheco, mas foi informada ontem que ele estava participando de um congresso em Brasília. ®MDNM¯O prefeito do campus da UEL e presidente da Comissão de Segurança, Laerte Matias, também foi procurado, mas não retornou as ligações.


