Ladrões rendem 15 e assaltam o Carrefour
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terça-feira, 09 de setembro de 1997
Londrina 
O supermercado Carrefour foi assaltado por seis ladrões na madrugada do último domingo. Os ladrões renderam 15 funcionários e seguranças, furaram o cofre com maçarico e roubaram uma certa quantia em dinheiro, não revelada pelo diretor do supermercado, Edgar João Marchiori. As informações sobre o roubo são as mais desencontradas possíveis. Até a manhã de ontem, nem mesmo a chefia da 10ª Subdivisão Policial sabia o que realmente teria ocorrido dentro do Carrefour. O delegado que estava de plantão no domingo, Irineu Lovato, disse que o gerente informou sobre o assalto quando estava na calçada em frente ao plantão da 10ª SDP e não quis registrar oficialmente o fato.
Ele me pediu para esperar, até entrar em contato com a direção da empresa em São Paulo e, inclusive, para não chamar o Instituto de Criminalística, pois a perícia deveria ser feita primeiro pela seguradora, informou o delegado, que é responsável pelo 6º Distrito Policial (DP). Segundo Irineu Lovato, o diretor prometeu comparecer ao seu DP na segunda-feira, mas não havia ido à delegacia até o final da tarde de ontem.
Até mesmo o delegado-chefe da 10ª SDP, Wanderci Corral Fernandes, tomou conhecimento do assalto somente na terça-feira. Logo que soube do roubo mandei o delegado Valdir Abrahão ir até o local, afirmou Wanderci. Abrahão informou que ouviu apenas o chefe de segurança e pediu para o Instituto de Criminalística fazer o levantamento do cofre e buscar impressões digitais.
O procurador do Estado Dartagnan Cadilhe Abilhoa, que estava ontem em Londrina para dar início às investigações que apuram denúncias de possíveis irregularidades na 10ª SDP, disse estranhar a demora da polícia em investigar um caso que colocou em risco a vida de várias pessoas.
Na versão dada pelo gerente do setor de segurança do supermercado (ele não foi identificado pela polícia) ao delegado Abrahão, os ladrões estavam fortemente armados e levaram o dinheiro recolhido dos caixas durante o movimento das 21 às 22 horas de sábado. O restante havia sido recolhido por carro-forte. Ainda de acordo com o segurança, eles usavam telefones celulares e rádio VHF.
A Folha procurou o diretor Edgar Marchiori para falar sobre o assunto, mas a informação no supermercado era de que ele estava em São Paulo.
(Paulo Ubiratan)


