Uma dupla de assaltantes invadiu na manhã de ontem a sede da Federação Paranaense da Futebol (FPF) no Tarumã, em Curitiba, e levou cerca de R$ 29 mil que estavam depositados no cofre. Segundo o contador da FPF, Laércio Polanski, o dinheiro era referente a parte da renda do clássico Atletiba realizado domingo, e de toda a arrecadação do feirão de automóveis que acontece toda a semana no estádio do Pinheirão. Polanski disse que a FPF não possui seguro e vai ter de arcar com todo o prejuízo. ‘‘Vamos ter de pagar R$ 7,9 mil ao INSS e enviar R$ 2,8 mil para a Confederação Brasileira de Futebol’’, afirmou.
O contador afirmou que normalmente a FPF utiliza um carro-forte para levar o dinheiro logo após os jogos, mas desta vez, como a renda foi considerada pequena, os funcionários decidiram guardar o dinheiro no cofre da entidade. Polanski confirmou a informação de que o dinheiro foi vigiado, por toda a noite, apenas por um vigia desarmado na sede da FPF. ‘‘Como as vendas antecipadas não foram grandes achávamos que esse valor não despertaria a atenção dos ladrões,’’ disse.
Outro ponto destacado pelos funcionários que estavam no local foi o alto grau de informação dos assaltantes, que pareciam saber onde estava guardado o dinheiro e a rotina dos funcionários da FPF.
O assalto - O assalto começou quando um dos funcionários da federação foi até o carro pegar uma conta de telefone da entidade e foi surpreendido por dois homens armados. O funcionário foi rendido pelos ladrões, que em seguida invadiram a sede da FPF, onde estavam o tesoureiro Marco Rodrigues e o contador Laércio Polanski. Todos foram obrigados a deitar no chão, enquanto um dos assaltantes vasculhava a valise de Polanski para pegar o revólver 22 de sua propriedade. Em seguida, os outros dois funcionários foram presos com fita adesiva, enquanto Polanski foi obrigado a abrir o cofre. Os ladrões recolheram todo o dinheiro e fugiram sem deixar pistas.Mauro FrassonOs ladrões prenderan dois funcionários com fita adesiva e obrigaram um terceiro a abrir o cofre, onde estava o dinheiro do jogo e do feirão de automóveisGuilherme Vieira

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