Um funcionário da empresa de Transportes Gritsch foi assaltado ontem, por volta das 9 horas, quando entregava malotes em bancos do centro de Londrina. Dois assaltantes renderam o funcionário na esquina das avenidas Paraná e Rio de Janeiro e levaram o carro da empresa, um Gol branco, com 33 malotes. O carro foi abandonado logo depois e nele estavam 14 malotes. Há menos de um mês, a empresa sofreu uma tentativa de assalto.
Para o delegado-operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Márcio Vinícius Amaro, os assaltantes poderiam estar mal-informados sobre o conteúdo do malote, já que um funcionário declarou que transportava apenas documentos. Ou então, segundo Amaro, os documentos eram de interesse de alguém.
O coordenador da Gritsch, Tércio Bergel, disse que a empresa é apenas uma prestadora de serviço e tem contrato com os bancos para transportar documentos e materiais de uso das agências. ‘‘Não há necessidade de ter uma maior segurança para o tipo de serviço que prestamos’’, afirmou. ‘‘Nós transportamos inclusive papel higiênico, café, sulfite.’’ Para ele, qualquer pessoa está sujeita a sofrer um assalto.
Há menos de um mês, no dia 27 de maio, a empresa sofreu uma tentativa de assalto no centro de Londrina, que resultou na morte de Manoel Carlos, 82 anos. Segundo a assessoria do banco HSBC, para o qual a empresa estava fazendo o transporte, no carro havia um malote contendo documentos administrativos e cheques de uma agência para o centro de serviços do banco. ‘‘Nós ouvimos todas as pessoas envolvidas, estamos investigando mas ainda não conseguimos chegar aos autores’’, afirmou a delegada responsável pelo caso, Valdete Testoni.
De acordo com Bergel, a tentativa de assalto não tem nenhuma ligação com o crime de ontem. ‘‘São fatos totalmente diferentes.’’

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