Cinco homens encapuzados arrancaram um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil, às 4h30 de ontem, em Londrina. O roubo foi testemunhado por um policial militar à paisana e vizinhos do banco, que funciona na avenida Bandeirantes, 1.151 (Jardim Petrópolis). ''Ficamos espiando pela janela com as luzes apagadas e vimos quando o rapaz dentro do Uno (policial militar) reagiu aos tiros dos ladrões e depois saiu. Ficamos com medo porque eles estavam bem armados e isso nunca aconteceu aqui'', disse o estudante Luiz Fernando Delfim, que mora exatamente em frente à agência.
Segundo o gerente Lino Gentil Pereira, a operação durou, no máximo, 10 minutos até a chegada de policias militares, acionados pelo colega à paisana e, provavelmente, por alguém que ouviu o disparo do alarme. Devido à agilidade e sutileza do grupo, Pereira acredita que seja uma quadrilha especializada. Para retirar o terminal, eles desconectaram apenas alguns cabos, deixando outras duas máquinas desligadas até o final da manhã de ontem. Nem mesmo a cabine onde o terminal é instalado foi danificada. A única porta de entrada é travada automaticamente entre 20h e 7h do dia seguinte e não apresentava qualquer sinal de arrombamento. Por isso, supõem-se que os ladrões utilizem um aparelho que anula este sistema de segurança. ''Mesmo que eles não estivessem encapuzados, as fitas das câmeras não ajudariam porque as luzes estavam apagadas'', disse o gerente, que não dispõe de vigia noturno.
Pereira não soube dizer quanto dinheiro havia dentro da máquina, que foi carregada na caçamba de uma Fiorino branca, e se algo mudará na segurança da agência daqui para a frente. A reportagem da Folha procurou a assessoria de imprensa da Superintendência do Banco do Brasil no Paraná, mas foi informada que ela volta às atividades apenas na segunda-feira.
Este foi o terceiro caixa eletrônico do Banco do Brasil roubado, este mês, em Londrina. O primeiro foi retirado de dentro de um supermercado e o segundo, funcionava dentro do Hospital das Clínicas. Em ambos casos, os carros e a cobertura metálica das máquinas foram abandonados na periferia e ninguém foi preso. De acordo com o sargento Hélio Jacinto de Souza, as buscas continuam.

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