Ladrões invadem o Cereal e arrombam lojas
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quinta-feira, 09 de junho de 2005
Alan Maschio<br> Reportagem Local 
Ladrões invadiram e furtaram 12 boxes do Centro de Referência em Artesanato de Londrina (Cereal), na Avenida Rio de Janeiro (Área Central), entre a noite de anteontem e a madrugada de ontem. A porta de entrada do Centro foi arrombada e os bandidos chegaram a atear fogo em pelo menos dois boxes, provavelmente para iluminar o local e para facilitar a abertura das portas internas. Até o final da manhã de ontem, a direção do Centro ainda não havia calculado os prejuízos. Não havia ninguém no prédio no momento da invasão.
O arrombamento foi identificado por José Francisco da Silva, responsável pela abertura do prédio e o primeiro associado a chegar ao Centro. ''Cheguei às 7h15 e percebi que os pinos de apoio para a porta de vidro haviam sido retirados. Sem eles, deve ter sido fácil entrar: era só levantar a porta e forçar um pouco'', descreveu o pequeno empresário, dono de um dos boxes abertos pelos vândalos. Porteiros que trabalham nos prédios à frente do Cereal disseram não ter visto nenhuma movimentação estranha no local durante a noite.
Já dentro do prédio, os invasores arrombaram 12 boxes e atearam fogo usando pedaços de jornal. ''Não destruíram produtos com o fogo, mas tive um prejuízo grande com o roubo'', lamentou a também associada Leonilde Maria.
Ainda pela manhã, a presidente do Cereal, Castorina Oliveira, foi até a 10 Subdivisão Policial de Londrina (10 SDP), para registrar um boletim de ocorrência (BO). A presidente foi acompanhada por um funcionário da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), parceira da Associação no empreendimento e responsável pela manutenção do prédio. ''Não acredito que tenham sido inimigos de alguém do Cereal. Pelo jeito, foi só um assalto simples'', disse Castorina.
Por orientação de um dos peritos do Instituto de Criminalística, Luciano Bucharles, os associados passaram a manhã fazendo um levantamento dos prejuízos causados pelos invasores. Mesmo com a perícia, Bucharles admitiu ser difícil identificar suspeitos para o crime. ''É um lugar de passagem constante de pessoas. Possíveis vestígios podem ter sido deixados por qualquer um'', explicou.
Enquanto realizavam o levantamento pedido pelo perito, os associados discutiam medidas para aumentar a segurança do local que, segundo Castorina, à noite fica a mercê de ações semelhantes. ''As portas de vidro precisam ser trocadas. Fica fácil saber quando o prédio está vazio e vamos fazer o pedido à CMTU. Também já estamos providenciando a instalação de um alarme e a contratação de um serviço de segurança'', afirmou. O presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, garantiu apoio aos associados do Cereal. ''Todos os pedidos de reforço na segurança serão ouvidos e vamos providenciar tudo o que estiver ao nosso alcance'', disse.


