Um arrombamento num estabelecimento comercial na madrugada de ontem deixou os proprietários e comerciantes da Área Central de Londrina bastante assustados com a ousadia dos bandidos. Por volta das 2h30, três homens invadiram uma loja de produtos odontológicos, localizada na Rua Espírito Santo, entre as avenidas Rio de Janeiro e São Paulo, e conseguiram levar quatro monitores de cristal líquido. Para entrar na loja, os ladrões usaram um veículo para derrubar o portão de ferro e a porta de vidro.
Segundo os proprietários, moradores de um prédio localizado em frente ao estabelecimento comercial conseguiram anotar a placa do veículo, que foi passada para a polícia. ''Eles falaram que fez um barulho muito alto na hora que os bandidos bateram o carro contra a porta. Parece que foi um Monza de cor verde. Um vigia da empresa de segurança da loja teve que ficar aqui durante toda a madrugada porque não tínhamos como fechar a loja'', contou Gilberto Hatano, dono do estabelecimento.
Os bandidos não conseguiram levar todos os computadores porque o alarme soou. Quando a polícia chegou no local, os ladrões já tinham fugido. ''Não faz nem um mês que o escritório de advogacia aqui do lado foi arrombado também. Nunca tínhamos passado por isso, mas aqui é uma Área Central, tem prédios por perto, esse tipo de coisa não deveria acontecer. Os bandidos estão inovando cada vez mais e nós que arcamos com o prejuízo'', lamentou Hatano.
Segundo o tenente Ricardo Eguedis, porta-voz do 5º Batalhão da Polícia Militar (BPM), arrombamentos com o uso de carro não chegam a ser comuns, até porque provocam muito barulho e chamam a atenção, mas a técnica não é inédita. Ele informou que alguns meses atrás foi presa uma quadrilha que agia desta forma em Londrina e região, acima de tudo em lojas de roupas, onde os produtos ficam à mostra e de fácil acesso.
Ontem à tarde a polícia ainda não tinha pistas dos suspeitos de roubar a loja de produtos odontológicos. Quem tiver qualquer informação que possa ajudar a polícia a localizar os ladrões pode ligar o disque-denúncia, pelo número 181.(Colaborou Silvana Leão)

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