A 2ª e 5ª Varas Criminais do Fórum de Londrina tiveram suas janelas arrombadas na madrugada de ontem. Foram roubados dois aparelhos de fax e dois aparelhos de som. Até ontem à tarde, os cartórios não sabiam avaliar se alguma pasta de processo havia sido levada.
‘‘Cada uma das duas varas arrombadas possui por volta de 2.500 processos tramitando. Assim sendo, fica difícil precisarmos rapidamente se algum processo foi roubado’’, disse o diretor do Fórum, juiz Dimas Ortêncio de Mello.
Os processos não são informatizados. Eles ainda são empilhados em prateleiras nos cartórios e são arquivados pelo sistema de fichas. Os dois aparelhos de fax pertenciam ao Fórum e os aparelhos de som eram produtos de roubos que estavam guardados para instrumentarem os processos correspondentes. No Fórum também não existe almoxarifado de segurança para guardar provas de crimes.
Segundo Dimas Ortêncio, o prédio, com aproximadamente 2 mil metros quadrados, não conta com segurança efetiva durante à noite. Apenas um guarda cuida de todas as dependências do Fórum, das 18 horas até 6 horas. Durante o dia, um policial militar fica na portaria e outro na 1ª Vara Criminal, onde são ouvidos em audiência os acusados por crime contra a vida.
Todas as Varas Criminais e as Varas Cíveis ficam expostas, separadas da rua apenas por janelas envidraçadas, fáceis de serem quebradas. O diretor do Fórum disse que há duas semanas mandou o orçamento ao Tribunal de Justiça para a instalação de grades nas janelas, mas até ontem não havia recebido resposta.
Dimas Ortêncio irá se reunir com o comandante do 5º Batalhão da Polícia Militar, Silvio José Mazalotti de Araújo, pedindo que destaque um guarda durante à noite.
Ontem, pela manhã, os funcionários da Justiça estavam revoltados com a fragilidade e falta de segurança do local. No ano passado, o juiz Dimas Ortêncio fez reformas emergentes no setor hidráulico, banheiros e na estrutura do prédio. Antes da reforma, os banheiros para o público ficaram totalmente entupidos. Há 10 anos o mesmo prédio foi evacuado, pois levantou-se a possibilidade de desmoronamento. A reforma demorou mais de um ano.Arquivo FolhaDúvidasO diretor Dimas de Melo: ‘Não sabemos se houve roubo de processos’Paulo Ubiratan

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