Depois de invadir um posto bancário com um automóvel, render vigilantes, apanhar uma boa quantidade de dinheiro, fugir por uma estrada vicinal e trocar tiros com um policial militar, os quatro homens que assaltaram a unidade de atendimento do Banco do Brasil (BB) em Tamarana, na última sexta-feira, conseguiram escapar de um grande cerco montado pela PM e deixar o local sem pistas.
Agora, o trabalho policial é baseado em investigações da Polícia Civil e rondas de rotina da PM. O delegado responsável pelo caso, Manuel Pelisson, que responde interinamente pelo 6º Distrito Policial, declarou à FOLHA que a autoria do crime ainda não está definida e também não há suspeitos.
Sobre a quantidade de dinheiro roubado, Pelisson disse que não há autorização do BB para a divulgação do quanto foi levado pelos bandidos. Porém, o delegado informou que seria um valor superior aos R$ 9,4 mil que policiais militares encontraram em um malote abandonado pelos assaltantes em meio a um matagal. A reportagem também entrou em contato com a assessoria do banco em Curitiba. A informação recebida foi de que o valor não pode ser revelado por uma questão de segurança.
Questionado sobre os três coletes a prova de balas abandonados pelos assaltantes na fuga, um deles com inscrições de ''Polícia Civil'' e um outro com a logomarca da empresa que faz a segurança para o banco, o delegado disse que enviou ofícios para cada uma das instituições pedindo informações. O carro utilizado pelos bandidos, alugado em Curitiba, passa por perícia científica. A polícia quer saber quem foi que alugou o veículo.
De acordo com o gerente da empresa que faz segurança para o BB, Régis Rodrigues, o colete abandonado pelos ladrões foi tomado dos seguranças do banco, que também foram obrigados a entregar dois revólveres calibre 38 e munições.''Os nossos coletes são certificados pela Polícia Federal (PF) e muito superiores àqueles que são contrabandeados para o Brasil, resistem até a tiros de armas de calibre nove milímetros'', comentou.

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