Dados apresentados ontem pela Associação Paranaense dos Supermercados (Apras) demonstram que de janeiro a agosto deste ano foram registrados 6,8 mil casos de furtos e assaltos a lojas surmercadistas em todo o Paraná. São 759 ocorrências por mês, cerca de 25 por dia. ‘‘Este índice é 30% maior do que no mesmo período do ano passado. É absurdo que isso continue acontecendo. E isso equivale apenas aos casos registrados. Muitos supermercadistas nem registram queixa’’, declarou Joanito Zonta, presidente da Apras.
Para minimizar o problema, os empresários estão tendo reuniões periódicas com representantes da Polícia Militar e Civil. Hoje, às 11 horas, eles participarão de uma reunião para analisar os dados apresentados e buscar soluções eficazes para reduzir os assaltos – principalmente na periferia de Curitiba, em Ponta Grossa e nos municípios da Região Metropolitana da Capital. Em todo o Paraná, existem 2,3 mil lojas supermercadistas. Somente na Grande Curitiba são 800.
Entre as providências que já foram tomadas estão a intensificação do policiamento ostensivo pela Polícia Militar nas proximidades das lojas, parceria para colocação de telefones celulares em todas as viaturas destacadas para a ronda, agilização na investigação de casos registrados, centralização das ocorrências na Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp). ‘‘Com estas ações, estamos fechando o cerco de forma preventiva e investigativa’’, afirmou Zonta.
Os supermercadistas estão concluindo a elaboração de uma proposta que será encaminhada para a Sesp pedindo a isenção de impostos estaduais (como o Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores - IPVA) e federais (isenção de imposto de exportação para equipamentos destinados à área de segurança). ‘‘Com isto, os pequenos e médios supermercadistas poderão baixar os custos com segurança e melhorar as condições gerais das lojas’’, definiu. Os equipamentos de segurança necessários, dependendo da qualidade e complexidade, podem custar entre R$ 10 mil e R$ 1 milhão.
Márcio Malafatti, proprietário de uma panificadora em Curitiba, foi obrigado a contratar segurança particular pra proteger seu estabelecimento. Em três anos ele foi assaltado três vezes. Malafatti acredita que essa é a única maneira de coibir os constantes assaltos no comércio. O delegado Hamilton da Paz, titular da Delegacia de Furtos e Roubos, disse que a prevenção é a melhor solução para evitar dor de cabeça.

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