Curitiba

Marcelo AlmeidaRiscoPara tentar conter o número de assaltos no interior dos ônibus, a Urbs pretende instalar cofres também nos veículos a partir do próximo anoO número de assaltos a ônibus do transporte coletivo cresceu 50% depois da instalação de câmeras de vídeo e cofres nas estações-tubo, em julho. Com os equipamentos de segurança somente nos tubos, os assaltantes passaram a atuar com mais frequência no interior dos veículos.
A média de assaltos a ônibus passou de 112 para 168 por mês (em novembro, foram 185). As linhas mais assaltadas são as que passam pelo Bairro Novo e pela Cidade Industrial de Curitiba (CIC), principalmente à noite.
Já nas 221 estações-tubo da cidade, houve uma queda média de 30% nos assaltos depois que as câmeras e cofres foram instalados. Os tubos mais visados são os do Jardim América (em frente ao Centro Politécnico) e Bairro Novo (no terminal do Sítio Cercado). Os assaltantes geralmente abordam os cobradores no final do expediente, quando o dinheiro é retirado do cofre.
Para tentar conter o número de assaltos no interior dos ônibus, a Urbs pretende instalar cofres também nos veículos a partir do próximo ano. ‘‘Os resultados após a instalação dos equipamentos nos tubos atenderam à expectativa. Agora, temos a preocupação de estender os sistemas desegurança para as linhas de ônibus, equipando os veículos com cofres semelhantes aos que são utilizados nos tubos’’, disse Euclides Rovani, diretor de operações da Urbs.
Neste ano, foram investidos R$ 40 mil na compra e instalação dos cofres. O investimento nas câmeras e o número de equipamentos não é divulgado por razões de segurança. De janeiro até o final de outubro, o prejuízo causado pelos 638 assaltos a tubos foi de R$ 250 mil.
Apesar da má qualidade da imagem, a Urbs alega que as câmeras são eficientes para documentar flagrantes de assaltos, invasões de catracas sem pagamento de passagem e o mau comportamento de cobradores.
Para os passageiros, uma das recomendações é o pagamento da passagem com vale-transporte, para evitar o roubo de dinheiro.
Segundo o coronel Renildo Gonçalves da Silva, do Comando do Policiamento da Capital (CPC), é impossível fazer a cobertura policial de todo o transporte coletivo da cidade, já que são 1.900 ônibus circulando diariamente. ‘‘A única saída é a prevenção’’, disse. Ele informa que, desde o início do ano, a polícia já realizou 3.507 abordagens nos ônibus e 3.009 em tubos. O objetivo é encontrar suspeitos ou pessoas armadas dentro dos equipamentos de transporte coletivo.

mockup