Ladrão leva R$ 53 mil usando bomba
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segunda-feira, 13 de outubro de 1997
Curitiba 
Kraw PenasLadrão pegou o dinheiro e fugiu a pé da agência do Banestado no Centro Cívico. Artefato (no detalhe) é quase perfeitoUma ousada, inédita e bem-sucedida estratégia rendeu cerca de R$ 53 mil a um assaltante que invadiu a agência Centro Cívico do Banestado, na tarde de ontem, por volta das 14h40. Portando uma maleta metálica onde ele dizia haver uma bomba, o ladrão ameaçou detonar o artefato caso o dinheiro não lhe fosse entregue.
A bomba era um simulacro, com todos os possíveis componentes de um explosivo de verdade. Seis viaturas do Batalhão de Choque e três do 12º Batalhão da Polícia Militar foram deslocadas até o local. Segundo um tenente do Comando de Operações Especiais da PM que participou da operação para desativar a suposta bomba, e que preferiu não se identificar, a réplica era quase perfeita.
Ao entrar no banco, o assaltante dirigiu-se diretamente à assistente da gerência e entregou-lhe uma carta. Ali estavam especificadas suas intenções. Em seguida, mostrou-lhe a maleta, protegida por uma jaqueta de couro preta. O dinheiro foi entregue e ele saiu a pé pela porta principal, deixando a maleta e a jaqueta. A polícia acredita que havia um cúmplice esperando-o com um carro, para a fuga. Não houve alarde, voz de assalto, nada. Só depois que ele saiu é que os funcionários souberam da possível bomba e evacuaram o prédio, relatou o delegado Gerson Machado, da 1ª Delegacia de Furtos e Roubos.
Segundo uma funcionária da agência, o assaltante teria reservado a quantia com antecedência e levado apenas um envelope com os R$ 53 mil. A gerência não prestou declarações.
Apenas 15 minutos antes, às 14h25, uma ameaça de bomba, denunciada por um telefonema anônimo, mobilizou a polícia no edifício onde funciona o Forum Cível, no Centro Cívico. O edifício não chegou a ser isolado, mas foi rastreado inteiramente. Nada foi encontrado.
O Forum, a apenas três quadras da agência do Banestado assaltada, já foi alvo de diversas ameaças de bomba. A polícia não acredita que as duas ações tenham relação. Seria bobagem atrair a polícia para o local, justifica o sargento Ribas, responsável pela sala de imprensa da PM.


