Marcelo AlmeidaAÇÃOFioravante dos Santos, que prendeu o ‘Bandido da Luz Vermelha: ‘‘Fiquei atrás da porta, puxei seus cabelos quando ele entrou, apliquei um ‘balão’ (golpe de judô) e o joguei no sofá antes de algemá-lo’’A sequência de crimes do ‘Bandido da Luz Vermelha’ terminou por volta das 19h de 9 de agosto de 1967, em Curitiba. O responsável pela prisão foi o policial civil Fioravante dos Santos, já aposentado. ‘‘Fiquei atrás da porta, puxei seus cabelos quando ele entrou, apliquei um ‘balão’ (golpe de judô) e o joguei no sofá antes de algemá-lo’’, recorda o ex-agente, que estava desarmado.
Segundo Fioravante, policiais paulistas tinham recolhido impressões digitais nas casas roubadas por João Acácio Pereira de Costa e informações de seu possível paradeiro. ‘‘Na véspera da prisão, demos campana em uma casa do bairro Ahu, onde ele estava hospedado, e apenas esperamos ele chegar para fazer a detenção’’, explica o agente aposentado.
A prisão do ‘Bandido da Luz Vermelha’ rendeu a Fioravante um prêmio em dinheiro do apresentador de TV Chacrinha, repartido com todos os agentes envolvidos na operação. ‘‘Foi o caso que mais me deu publicidade, mas não o mais importante dos meus 35 anos de carreira’’, esclarece ele, dono de três condecorações da Polícia Civil do Paraná por atos de bravura.
‘‘Para mim, a pena dele deveria ter sido de trabalho comunitário’’, diz Fioravante, 65 anos, aposentado desde 1987. ‘‘Acho que o ‘Bandido da Luz Vermelha’ vai sair da cadeia ainda perigoso, sem estudo, sem família, sem dinheiro, sem saber para que lado ir’’, supõe o ex-policial, que reclama do incômodo causado pela anúncio da liberdade do criminoso, hoje com 54 anos. ‘‘Tenho que ir ao telefone comunitário aqui do Conjunto Mercúrio toda hora para dar entrevista’’, queixa-se. (D.J.)

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