Maringá A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação de Maringá (Seduh) lacrou ontem a empresa de materiais de construção H.Silva por falta de alvará de funcionamento. Há quase um ano, a empresa atuava de forma clandestina já que a prefeitura havia cassado o alvará por desrespeito à legislação ambiental. Os fiscais do Seduh contaram com apoio da Polícia Civil para cumprir a ordem.
Segundo o secretário Ronaldo Ramos, a decisão de lacrar os portões foi tomada por causa de uma série de irregularidades cometidas pela empresa nos últimos dois anos. Os problemas surgiram com reclamações da vizinhança contra a poluição sonora e atmosférica produzida pelos caminhões de areia. Conforme os moradores da avenida Guaiapó, zona norte da cidade, os veículos trafegavam no local das 4 até às 19 horas.
As reclamações também chegaram no Ministério Público que abriu um procedimento para investigar a queixa dos moradores e passou a cobrar providências da prefeitura contra a empresa. Mesmo diante de notificações, de multas reincidentes que somam mais de R$ 15 mil, e da cassação do alvará, a empresa continuou operando normalmente.
A prefeitura chegou a pedir a abertura de um inquérito criminal contra os proprietários por desobediência. Ramos afirmou que a empresa só será reaberta com a aprovação dos laudos de viabilidade emitidos pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. ''Aí poderemos conceder um alvará provisório'', disse o secretário.
O gerente da H.Silva, Sérgio Dorff, disse ontem que já estava tomando providências para reverter a situação. Dorff garantiu que havia realizado reuniões com moradores e que a empresa não causava mais problemas para a comunidade.

mockup