Londrina - Acreditar no próximo é uma grande qualidade da microempresária Mariane Rodrigues de Carvalho, de 28 anos. Prova disso é o esforço que ela empenha para ajudar crianças carentes e pacientes em tratamento de câncer.
Mesmo com recursos escassos e falta de espaço adequado, Mariane não deixa de atender aqueles que não podem comprar fraldas, leite, medicamentos e brinquedos. E para fazer toda essa "corrente" funcionar, ela atua como uma "ponte" entre quem precisa e quem pode ajudar com doações.
"Muitos colaboradores do Hospital do Câncer sabem do meu trabalho e acabam fazendo contato. Eu não tenho assistente social e nem uma equipe que possa me acompanhar o tempo todo, mas faço questão de me certificar que aquela pessoa realmente precisa de ajuda. Então, vou lá, faço uma visita e checo a documentação como, por exemplo, se ela recebe algum benefício", comenta.
Quem pôde contar com a solidariedade de Mariane sabe da importância desse trabalho. "Quando minha mãe foi diagnosticada com câncer, larguei o emprego para me dedicar a ela. Nesse período, passamos por muita dificuldade porque os custos eram altos. Foi então que acabei conhecendo ela (Mariane) e aos poucos começamos a receber doações. Não tem outra palavra para descrever esse trabalho a não ser carinho", relata Lucimara de Oliveira, de 27 anos.
Além de ajudar os pacientes, Mariane monta enxovais para doar às gestantes carentes e promove festas em datas comemorativas para 300 crianças de uma comunidade na periferia de Londrina. "Meu trabalho me suga. Não tenho tempo para mim porque a todo momento estou em busca de doações, seja na Igreja, no bairro ou junto aos empresários. Mas a recompensa disso tudo é a paz que sinto. As pessoas têm que começar a olhar mais para o lado e acolher mais umas às outras", completa.
O espírito solidário foi impulsionado há 13 anos, quando sua mãe não resistiu ao câncer. "Percebi que quanto mais eu fazia, mais pessoas apareciam e mais resultados era alcançados. Hoje, são cerca de 50 pessoas que são envolvidas diretamente neste trabalho e já conseguimos atender mais de mil famílias", diz ela, que começou atuando como voluntária em outras instituições.
No ano passado, o projeto foi formalizado como "Casa Alabastro" e outras iniciativas surgiram como o "Fralda na Medida", que tem o objetivo de arrecadar fraldas, mas, principalmente, conseguir recursos para aquisição de uma máquina de confecção de fraldas descartáveis (R$ 4 mil), além da matéria-prima. Outra ação é a "Campanha do Quilo", que visa angariar alimentos, roupas e brinquedos em parceria com escolas.
Para a Páscoa, a Casa Alabastro prepara uma festa em uma comunidade da região central, mas para isso pede doações de chocolates ou ovos para serem distribuídos às crianças.

Serviço
A Casa Alabastro fica na Rua Coimbra, 254, fone (43) 3351-3986

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