Da Sucursal
A partir de outubro, todos os produtos eletromagnéticos produzidos no Paraná, como centrais telefônicas, equipamentos digitalizados e sistemas de telefonia celular, vão passar por um controle de qualidade, durante a fase de desenvolvimento industrial.
A aferição dos equipamentos será feita por um laboratório construído em parceria entre a Equitel e o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), instalado na Cidade Industrial de Curitiba. Esta medida deve acabar, por exemplo, com as interferências nos telefones celulares no Estado.
O laboratório será responsável por dois trabalhos diferentes: o de garantir a proteção dos equipamentos quanto às influências do meio e o de não permitir a emissão de energia perturbadora. ‘‘Isto será feito através da emissão de laudos técnicos, que irão permitir a certificação dos produtos’’, explica Hans Schorer, diretor de tecnologia da Equitel.
Segundo ele, o principal poluidor eletromagnético dos ambientes é a má distribuição de potências das rádios comerciais, além das comunicações feitas através de sistemas de rádio, sistemas telefônicos e fenômenos naturais, como raios e trovões.
A Associação Brasileira de Compatibilidade Eletromagnética (Abricen), explica Schorer, coordena um movimento para que se publique regras sobre o assunto nas quais o meio ambiente brasileiro possa ser enquadrado. ‘‘Existem muitas rádios clandestinas, com frequência exagerada e que atuam sem regulamentação’’, denuncia ele.
O equipamento mais suscetível às interferências eletromagnéticas do ambiente são as centrais telefônicas privadas, que operam com o sistema de PABX. Segundo Schorer, ainda não existe um cálculo de quantos equipamentos serão aferidos mensalmente no laboratório. Empresas de outras áreas de atuação, como as do setor automotivo e de outros Estados, também poderão utilizar o laboratório.
‘‘Trata-se de uma cooperação que mostra como os desafios trazidos pela tecnologia podem ser solucionados de forma coletiva’’, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná e presidente da Tecpar, Alexandre Beltrão.

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