Laboratório da UEL assina convênios
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sexta-feira, 15 de agosto de 2003
Herika Fondazzi<br> Reportagem Local 
O Laboratório de Produção de Medicamentos (LPM) da Universidade Estadual de Londrina (UEL) assinou ontem à tarde, na Sala de Conselhos da instituição, um convênio com as prefeituras de Londrina e Curitiba para a venda de 16,5 milhões de comprimidos neste e no próximo ano.
Os investimentos para a produção serão de aproximadamente R$ 144 mil, R$ 80 mil do governo de Curitiba e os outros R$ 64 mil da prefeitura de Londrina. Os remédios irão atender pacientes da rede pública de saúde e, inicialmente, servirão para tratamento de hipertensão e dor. Para o diretor do LPM, Luiz Carlos Bruschi, a atitude é o primeiro passo para a abertura de parcerias com o poder público e a possibilidade de aumentar a produção do laboratório. ''Nossa meta é produzir 250 milhões de comprimidos por ano até 2005'', comentou. O LPM produz atualmente 32 milhões de comprimidos/ano.
De acordo com o secretário de Saúde de Londrina, Sílvio Fernandes da Silva, a quantidade de remédios ainda é pequena para representar uma economia significativa para os cofres públicos. ''Mas estamos pagando menos do que pagaríamos para outro laboratório e garantindo a qualidade'', explicou. A idéia é apoiada pelo secretário de Saúde de Curitiba, Michele Caputo Neto, que disse que a prefeitura da capital já compra medicamentos alopáticos e fitoterápicos de outras universidades do Estado. ''Todo município deveria investir nesses laboratórios. Fazemos isso desde 1999 '', afirmou.
A reitora da UEL, Lygia Pupatto, vê no convênio a oportunidade de oferecer um bom estágio para os 20 alunos que trabalham no laboratório por ano e contribuir para a saúde da população. ''As prefeituras e a universidades ganham muito com esse tipo de contrato, mas o maior beneficiado é o cidadão, que terá bons remédios e sem falta'', lembrou.


