Cientistas da Filadélfia, no Estado da Pensilvânia (EUA), estão desenvolvendo, há alguns anos, uma vacina contra a Aids. Sem querer fazer alarde, o especialista americano Alan Shaw, do laboratório Merck & Co., revela os avanços nesta área.
Alan Shaw é diretor-executivo do Departamento de Pesquisas de Vacinas e Biologia Celular do Merck & Co.
É membro da Federação Internacional dos Fabricantes de Produtos Farmacêuticos e faz parte do corpo editorial do ‘‘Cytokine’’, o diário oficial da Sociedade Internacional de Cytokine para biologia molecular, bioquímica e pesquisas imunológicas. Shaw fez doutorado no Instituto Internacional de Patologia Celular em Bruxelas, na Bélgica, e também na Universidade de Rockefeller, em Nova York.
Agência Estado – Quando os laboratórios da Merck começaram as pesquisas para o desenvolvimento da vacina anti-HIV?
Alan Shaw – A Merck tem administrado as pesquisas em torno do vírus HIV desde 1986. São quase 14 anos de estudos. Mas preferimos não fazer muita publicidade sobre este assunto para não criar uma expectativa muito alta na população.
AE – Quais foram os passos iniciais deste estudo?
Shaw – Em humanos, a Merck iniciou uma fase experimental de estudos no ano passado. A meta primária deste trabalho é determinar a segurança e a tolerabilidade do medicamento em candidatos à vacina. Porém, esta etapa não pretende avaliar a eficácia da droga. A vacina experimental está sendo usada em voluntários saudáveis que correm o risco de contrair a aids. Estamos planejando testar a vacina em indivíduos HIV positivos, entretanto este passo ainda não foi dado.
AE – Como sua equipe está trabalhando neste momento? Quantas pessoas estão envolvidas com esta pesquisa?
Shaw – Várias pessoas conduzem partes diferentes do projeto de pesquisa em nossos laboratórios.
AE – O estudo considera tipos diferentes de HIV?
Shaw – Sim. Nossa meta é desenvolver uma vacina efetiva contra os diversos tipos de vírus HIV, aumentando a utilidade global do medicamento.
AE – O que podemos esperar para o futuro?
Shaw – É importante enfatizar que ainda estamos nos primeiros estágios desta vacina; e o processo de desenvolvimento é de longo prazo. Esta vacina investigativa pode falhar em algum estágio inicial. Entretanto, somos uma das diversas companhias farmacêuticas que estão se dedicando às pesquisas para o desenvolvimento de uma medicação efetiva no combate do HIV.
AE – O senhor sabe se há outras pesquisas semelhantes no mundo?
Shaw – Certamente, sim. Há muitos colaboradores neste sentido. Independentemente do mundo acadêmico, verifica-se inúmeros esforços de pesquisas por parte da indústria ao redor do mundo.

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