O Hospital Universitário (HU) de Londrina foi um dos primeiros do Paraná a registrar a presença da enzima KPC, que inibe a ação de antibióticos. A médica coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do HU, Cláudia de Maio Carrilho, afirma que desde o primeiro caso em 2009 o hospital vem tomando uma série de medidas. Ela conta que no primeiro pico da doença foi decretado o fechamento do pronto-socorro e da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e isso reduziu o número de casos, mas na segunda vez em que isso aconteceu o fechamento dessas unidades não surtiu efeito.
''Agora o KPC se tornou endêmico e está presente em outros hospitais; estamos aprendendo a conviver com ela para poder tratar'', afirma. Ela destaca que são utilizadas duas a três drogas para enfrentar o KPC, mas algumas cepas têm demonstrado resistência ao tratamento.
Cláudia relata que os médicos, enfermeiros e pacientes que transitam por vários hospitais podem ser vetores da doença. Ela conta que os médicos constituem a classe que menos realiza a higienização das mãos entre os profissionais que atuam em hospitais. '' Isso está comprovado até em literatura médica'', sustenta.
Durante o evento, a Unimed distribuiu um Manual de Antibioiticoterapia que esclarece sobre o melhor uso dos antibióticos e as ações d combate à infecção. O gestor de regulação da Unimed, Ivan Pozza, explica que o objetivo da campanha é promover a saúde, prevenir doenças, além de ser uma responsabilidade social. O material impresso será distribuído aos prestadores de serviços, aos hospitais públicos a partir de segunda-feira e será disponibilizado gratuitamente no www.unimedlondrina.com.br a partir do dia 19. (V.O.)

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