KPC aumenta custo de internação
Afora o alto risco para os pacientes, a contaminação pela superbactéria KPC preocupa os hospitais também por outro motivo bastante sério: ela aumenta, e muito, o custo de internação.
A superintendente do Hospital Universitário de Londrina, Margarida de Fátima Carvalho, esclarece que a elevação dos gastos tem relação com o tempo de internação em unidade de terapia intensiva (que é maior entre pacientes com KPC), com a necessidade de manter setores isolados e com controle rigoroso, com o maior consumo de materiais como seringas, cateteres, luvas e roupas esterelizadas, com limpeza e desinfecção de ambientes e com o uso de antibióticos muito mais potentes do que os habitualmente utilizados.
Margarida dá como exemplo o preço de diferentes antimicrobianos. O antibiótico mais usado atualmente custa cerca de R$ 10 o grama (medicamento genérico). Já a antibioticoterapia baseada nos mais potentes disponíveis no mercado, e que nem sempre surte efeito contra a KPC, pode chegar a custar até R$ 1 mil por dia. ''O paciente com KPC é um paciente caríssimo'', resume a superintendente do HU.
Para manter a KPC contida e controlada, o Universitário foi dividido em cinco cores que indicam os locais e pacientes de maior risco e aqueles com colonização confirmada. Servidores e alas específicas - incluindo sete leitos de UTI - foram reservados só para os casos positivos que, na última sexta-feira, somavam 17 e mais 12 suspeitos. (L.A.)





