Kitanishi vê cargo como um desafio
Dorico da SilvaTranquilidadeKitanishi dá entrevistas como novo diretor da PEL: Não pedi o cargo; fui indicado e bem recebidoO advogado Raimundo Hiroshi Kitanishi, 47 anos, tomou posse ontem à tarde como novo diretor da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Apesar de encarar o cargo como um desafio, Kitanishi diz estar tranquilo e acredita que não terá grandes dificuldades para realizar o trabalho. A cerimônia de posse foi realizada na PEL, com a presença do secretário estadual da Justiça e Cidadania, Eduardo da Rocha Virmond, e do chefe do Departamento Penitenciário, Cezinando Paredes, entre outras autoridades.
Ex-policial militar e ex-delegado da Polícia Federal, Raimundo Kitanishi assume o cargo que estava vago há quatro meses. O último diretor, Francisco Melatti, foi exonerado no início de outubro. Na época, o advogado Luiz Carlos Munhoz chegou a ser confirmado pelo Governo do Estado como o novo diretor da penitenciária. Mas a posse foi cancelada devido ao protesto dos funcionários, contrários à mudança na diretoria.
Raimundo Kitanishi diz ter ficado surpreso com o convite, já que está aposentado. Mas ele acredita que não encontrará resistência por parte dos funcionários. Eu não pedi o cargo; fui indicado e meu nome foi aceito. Estou tranquilo. Ele evitou falar detalhes do trabalho que desenvolverá, alegando que primeiro precisa conhecer e analisar a atual situação da PEL.
O presidente da Associação dos Funcionários da PEL, Marien Bruni Costa, diz que existe uma expectativa positiva com relação ao novo diretor. Segundo ele, o fato de Kitanishi ter passado pela PM e pela Polícia Federal demonstra que é credenciado para o cargo. Não é uma pessoa que desconhece o sistema penitenciário.
Sobre as denúncias de irregularidades na penitenciária, que envolvem inclusive o nome do diretor interino, Maurício José Sanches, Raimundo Kitanishi acredita que se trata de um caso passado e solucionado. Para apurar as denúncias (tráfico de drogas entre os presos e desvio de alimentos, entre outros), a Secretaria Estadual da Justiça e Cidadania abriu sindicância, concluída recentemente. As irregularidades encontradas pela comissão resumiram-se à carga horária de um médico e às folgas de agentes, tiradas sem permissão.
Paralelamente, a Polícia Civil instaurou inquérito que apura as mesmas irregularidades. O caso está sob a responsabilidade da delegada do 6º Distrito Policial, Valdete Testoni.
Raimundo Kitanishi é o quarto diretor a tomar posse na PEL, inaugurada em fevereiro de 1994. O primeiro diretor foi Pedro Marcondes. Em seguida assumiu o cargo Dirceu Sodré. Francisco Melatti ficou no cargo dois anos.
O londrinense Raimundo Kitanishi começou como oficial da Polícia Militar em 1972. Foi promovido a segundo tenente em 1975 e, alguns anos mais tarde, passou a ser primeiro tenente. Em 1981, formou-se em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Dois anos depois, foi aprovado no concurso para delegado da Polícia Federal.
De 1984 a 1986, Raimundo Kitanishi trabalhou na superintendência regional da PF, em São Paulo. Em seguida, foi transferido para Londrina, onde atuou até 1995, quando se aposentou. O novo diretor da PEL foi também vice-presidente do Conselho de Segurança de Londrina (1996-97) e atualmente está no conselho fiscal da entidade. Ele é casado e pai de três filhos.





