O vereador Carlos Kita (PTB) renunciou à presidência da Comissão Processante (CP) que vai analisar a proposta de cassação do mandato do vereador Jaci Aguiar (PDT). Kita apresentou à Mesa da Câmara a carta-renúncia, em caráter irrevogável. Os vereadores aceitaram a renúncia e decidiram indicar o substituto na próxima sessão, através de sorteio.
Kita justifica o pedido de renúncia argumentando que está sem tempo para se dedicar ao trabalho. ‘‘Considerando todas as atividades que desenvolvo e ainda o exercício da vereança tenho o tempo integralmente tomado’’, disse o vereador.
A Comissão Processante foi instalada na sessão de terça-feira e tem prazo até 6 de agosto para ouvir denunciantes, acusado, testemunhas e apresentar relatório final propondo o arquivamento ou a cassação do mandato de Jaci Aguiar. Além de Kita (presidente), foram eleitos os vereadores Oswaldo Bergamini (PMDB) e Sidney de Souza (PST).
A proposta de cassar o mandato de Aguiar foi aprovada pelo Plenário da Câmara depois que uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) investigou as denúncias que ficaram conhecidas como ‘‘Escândalo do Leite’’. Diretores das cooperativas Cativa (Londrina) e Central Norte (Apucarana) acusaram o vereador Jaci Aguiar por tentativa de extorsão.
De acordo com os denunciantes, Aguiar e três assessores parlamentares - José Rojas Gavilan (do gabinete de Beto Scaff (PSDB); Aristeu Neves Rodrigues (de Alvair de Souza (PL); e Fredemax Motta (que frequentava o gabinete do próprio acusado) - teriam exigido R$ 50 mil da Central Norte e R$ 30 mil da Cativa para não divulgar laudo do Instituto Adolfo Lutz, de São Paulo, que apontava a presença de coliformes fecais no leite tipo C de ambas as cooperativas.

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